Dilma deve editar MP destinando recursos de royalties para educação

Presidente Dilma Rousseff deve editar uma MP determinando que os royalties do petróleo de contratos futuros de exploração sejam aplicados integralmente na educação

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SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff deve editar uma medida provisória determinando que os royalties do petróleo de contratos futuros de exploração sejam aplicados integralmente na educação, disseram na quinta-feira (29) duas autoridades com conhecimento do assunto.

A destinação dos recursos dos royalties para educação, defendida pelo governo, foi rejeitada pelo Congresso na votação do projeto de lei que altera a distribuição dos royalties de petróleo.

Segundo um ministro que participou da reunião conclusiva sobre o tema com a presidente, Dilma deve vetar a parte do projeto de lei que modifica a distribuição dos royalties dos campos que já estão sendo explorados — outro item que foi aprovado pelo Congresso, apesar da oposição do governo e dos Estados produtores.

A aprovação no início deste mês do projeto de lei na Câmara que muda radicalmente a distribuição dos royalties, inclusive dos campos já licitados, motivou o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a realizar um ato público que reuniu milhares de pessoas para pedir que a presidente vetasse as mudanças.

A presidente deve atender a reivindicação dos Estados produtores e vetar essa mudança, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters. Dilma tem até esta sexta-feira, dia 30, para sancionar ou vetar o projeto de lei aprovado no Congresso.

Uma outra fonte do governo, que também falou sob condição de anonimato, disse que a MP trará uma nova regra de distribuição dos royalties dos campos a serem licitados e que os percentuais de distribuição levarão em conta sugestões já apresentadas no Congresso.

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Essa fonte, porém, não soube informar quais seriam esses percentuais.

Atualmente, a maior parte dos royalties é destinada aos Estados produtores (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo). Os Estados e município não produtores reivindicam uma fatia maior dos royalties.