Radar: Eletrobras e Cteep disparam; LLX vira e cai; OSX recua mais de 6%

Ação da Cesp, que chegou a subir mais de 3%, passa ao campo negativo; Petrobras cancela contratação de afretamentos

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SÃO PAULO –  O Ibovespa inverteu tendência do início do pregão e recuava por volta de 12h54 (horário de Brasília) em queda de 1,31% nesta sexta-feira (30) de frente ao impasse acerca do chamado abismo fiscal nos EUA. 

Ainda que o principal driver dos mercados seja os EUA, nesta jornada o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e números sobre a economia norte-americana também chamam a atenção dos investidores.

No Velho Continente, atenção para o encontro organizado pelo Tesouro francês, no qual participam o presidente do BCE (Banco Central Europeu) Mario Draghi, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) Christine Lagarde, bem como os ministros das Finanças da Itália, Vittorio Grilli, e da França, Pierre Moscovici.

Eletrobras e Transmissão Paulista disparam
Segue em destaque no campo corporativo as ações de companhias ligadas ao setor de energia, que disparam após finalmente o governo dar um parecer sobre os pedidos de alterações nos termos exigidos pela Medida Provisória 579.

As ações da Eletrobras (ELET3, R$ 7,18, +9,62%; ELET6, R$ 9,16, +18,95%)  e Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 33,35, +11,50%) lideram os ganhos no Ibovespa no dia. 

As ações de  outras companhias do setor elétrico aparecem na sequência das alta, como a Copel (CPLE6, R$ 28,63, +1,20%), Cemig (CMIG4, R$ 25,45, +1,84%). Já as ações da Cesp (CESP6, R$ 15,50, -1,96%), que chegaram a subir mais de 3% no início do pregão, inverteram tendência e passam a operar no campo negativo.

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A decisão do governo de aumentar o valor das indenizações pagas às elétricas em R$ 10 bilhões caso renovadas as concessões nos termos da Medida Provisória 579, deve ser positivo para a Eletrobras, Cemig e Cesp, na visão da equipe de análise do Barclays.

Em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Eletrobras afirmou que os efeitos da não prorrogação das concessões seriam nefastos sobre a companhia. Segundo a companhia, as regras para a apuração do valor de indenização são iguais tanto para a hipótese de prorrogação dos seus contratos quanto para um possível cenário de não prorrogação. 

Trabalhadores da OSX estão em condições subumanas
Já a construção do estaleiro da OSX Brasil (OSXB3, R$ 8,96, -6,67%) no superporto do Açu, na região norte do Estado do Rio de Janeiro, conta com trabalhadores em condições subumanas, noticiou a rede Globo de televisão nesta quinta-feira (29). A empresa, de Eike Batista, pode receber multas que podem chegar até a R$ 23 mil. Com isso, os papéis da OSX despencam.

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Cerca de 200 trabalhadores vivem em um alojamento precário oferecido pela empresa espanhola Acciona, responsável pelos contratos com os trabalhadores.

Ação da LLX investe e cai forte
Já as ações da LLX (LLXL3, R$ 2,13, -4,15%) inverteram tendência e passaram a operar no campo negativos. As ações da companhia registram forte alta, chegando a subir  11,71%. quando bateram seu máxima do dia até então (R$ 2,48). Vale lembrar que no pregão anterior os papéis LLXL3 terminaram o dia com forte valorização de 27,59%, após anunciar acordo com a General Electric para instalar uma unidade industrial da companhia no Superporto de Açu, com contrato firmado por 30 anos.

Abilio diz que não vai tolerar esvaziamento no GPA
No setor de varejo, o presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 92,36, -0,04%), Abilio Diniz, enviou na última quinta-feira à noite duas cartas ao presidente do Casino, Jean Charles Naouri, respondendo às declarações do sócio francês feitas em cartas enviadas ao brasileiro nesta semana, afirma matéria publicada pelo jornal Valor Econômico.

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Segundo a publicação, o empresário escreveu que não tolerará o “esvaziamento” de sua função. Abilio não aceita a hipótese de um isolamento dentro da companhia, segundo interlocutores.

Petrobras cancela contratação de afretamentos…
Além disso, a Petrobras (PETR3;R$ 19,27, -1,33%; PETR4, R$ 18,89, -1,36%) cancelou o processo de contratação para o afretamento de cinco sondas de perfuração para 3 mil metros de lânima d’água com o grupo Ocean Rig, informou a estatal na noite de quinta-feira.

Segundo a petrolífera, a decisão baseia-se na redução de necessidade futura de sondas. Há uma previsão de número menor de poços a serem perfurados no pré-sal da Bacia de Santos, “em virtude da maior produtividade que vem sendo obtida pelos poços nos projetos de desenvolvimento da produção naquela área”, explicou a empresa.

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…e  quer vender todos os ativos de refino no exterior
Ainda sobre a petrolífera, a Petrobras planeja vender todas as suas refinarias no exterior, incluindo uma unidade inteira e a participação em outra na Argentina, disse nesta quinta-feira uma fonte da companhia.

A venda faz parte do plano de desinvestimento da Petrobras, num momento em que a empresa avalia que já não é tão lucrativo ter ativos de refino onde não conta com produção de petróleo e distribuição relevantes.