Pesquisa mostra a importância da manutenção dos pneus

Pneus em boas condições favorecem a segurança do motorista e dos passageiros, além de economizar combustível

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SÃO PAULO – Antes de sair com seu veículo ou pegar a estrada é importante conferir a pressão, calibrar e verificar as condições dos pneus do veículo.

Além disso, para andar com mais traquilidade, é importante fazer a revisão de um grupo básico de itens do veículo como filtros, óleo do motor, água do radiador, sistemas de freio e de suspensão, bateria, faróis e palhetas do limpador do para-brisa. Apesar da grande importância, os pneus nem sempre são lembrados pelos motoristas.

De acordo com a pesquisa realizada pela fabricante de pneus Bridgestone, os pneus são, em última análise, o elo entre o veículo e o solo, e muito da estabilidade e segurança do automóvel vem deles.

Importância dos pneus
Os pneus são fundamentais para o aproveitamento total das características de vários sistemas do veículo, como suspensão, transmissão, tração, direção e frenagem. “Eles exercem influência direta em praticamente todo o comportamento dinâmico de um carro. A calibragem correta é item essencial tanto para boa condição de rodagem, como para menor desgaste, boa dirigibilidade e menor consumo de combustível – portanto, reduzindo a emissão de CO2 na atmosfera”, explica o gerente-geral de vendas da Brigdgestone, José Carlos Quadrelli.

As montadoras recomendam que a pressão dos pneus deve ser conferida semanalmente, mas boa parte dos motoristas não segue a recomendação.

Andar com os pneus com a pressão abaixo do recomendado faz com que o tempo de vida útil deles seja reduzido. A pesquisa mostra que anualmente 100 milhões de litros de combustível são desperdiçado quando o motorista anda com os pneus com pressão abaixo do recomendado.

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10 dicas para o uso inteligente do seu pneu

  1. Calibrar os pneus semanalmente, de acordo com a indicação do manual do fabricante do veículo;
  2. Fazer o rodízio de pneus: veículos com pneus radiais, a cada oito mil quilômetros rodados, e veículos com pneus diagonais, a cada cinco mil quilômetros;
  3. Evitar sobrecarga no veículo. Excesso de peso compromete a estrutura do pneu e aumenta o risco de danos ou de alterações estruturais importantes;
  4. Fazer a manutenção preventiva de todo o veículo. Amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas atuam diretamente sobre os pneus;
  5. Utilizar as medidas de pneus e rodas indicadas pelo fabricante do veículo. As partes do carro foram projetadas para interagirem de forma equilibrada. A utilização de pneus e rodas diferentes altera este equilíbrio;
  6. Alinhar a suspensão e balancear os pneus sempre que o veículo sofrer impactos fortes, na troca de pneus, quando os pneus apresentarem desgastes irregulares, ao serem substituídos componentes da suspensão, quando o veículo estiver “puxando” para um lado ou a cada dez mil quilômetros;
  7. Utilizar o pneu indicado para cada tipo de solo. Rodar na cidade com um pneu destinado ao uso em terra (fora de estrada) provocará perdas no consumo de combustível, na estabilidade e na durabilidade das peças do veículo;
  8. Observar periodicamente o indicador de desgaste da rodagem (TWI). Este indicador, existente em todo pneu, mostra o momento certo para se efetuar a troca, reduzindo o risco de rodar com o pneu careca. O limite de profundidade do sulco do pneu é de 1,6 milímetro;
  9. Não permitir o contato do pneu com derivados de petróleo ou solventes. Estes produtos atacam a borracha, fazendo com que ela perca suas propriedades físico-químicas e mecânicas;
  10. Evitar a direção agressiva, com freadas fortes e mudanças bruscas de direção. Nunca ignore a existência de lombadas, buracos e imperfeições de piso.