Mais da metade da renda da classe D é usada para pagar despesas básicas

Mais de 20% vão para moradia, 16% para alimentação e 15% para pagar contas de água, luz, gás e telefone

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SÃO PAULO – A população da classe D gasta 52% da renda com despesas básicas, sendo que 21% vão para moradia, 16% para alimentação e 15% para pagar contas de água, luz, gás e telefone.

Segundo a pesquisa feita pela QuorumBrasil, e divulgada nesta sexta-feira (30), além dos gastos com despesas básicas, os brasileiros da classe D destinam 23% da renda com pagamentos de prestações, sendo que 12% são direcionados para pagamento de cartão de crédito e 11% para pagar prestações de lojas.

Para o transporte, 10% da renda é separada para esta finalidade. Já para despesas, como educação, saúde e lazer, a parcela da renda é bem menor, sendo de 8%, 5% e 2%, respectivamente.

Gastos
Mesmo com a renda comprometida, os brasileiros da classe D pretendem ampliar os gastos. Do total, 25% reformariam ou melhorariam a casa, seguidos pelos 17% que pagariam as dívidas.

Entre os respondentes, 14% comprariam um novo eletrodoméstico e 12% usariam o dinheiro para comprar ou financiar um carro. Para 9% a renda seria destinada para pagar um curso ou faculdade.

Do total de participantes da pesquisa, 8% comeriam melhor ou fariam compras para a casa, seguidos pelos 6% que cuidariam mais da saúde, 5% que iriam ao cinema, teatro e passeios, e 4% afirmam que comprariam roupas novas.

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Poupança
Mais da metade dos brasileiros da classe D ainda não consegue guardar dinheiro, enquanto 34% afirmam que guardam dinheiro no final do mês.

Dos que poupam, 58% guardam de R$ 40 a R$ 60. Em seguida, 24% afirmam que poupam de R$ 20 a R$ 40 por mês. Já 18% conseguem guardar um pouco mais, de R$ 60 a R$ 80.

Vida
Questionados sobre se a vida melhorou nos últimos três anos, 74% das mulheres afirmaram que sim, enquanto 28% dos homens acreditam que está igual.

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Das pessoas com idade de 26 a 35 anos e de 36 a 45 anos, 72% e 71%, respectivamente, afirmam que a vida melhorou no triênio, enquanto 17% dos entrevistados de 46 a 50 anos afirmam que a vida piorou.

Entre casados e solteiros, a diferença é de 10 pontos percentuais para aqueles que acreditam que a vida melhorou, sendo 64% e 74%, respectivamente.

Pesquisa
Para a realização do levantamento, foram entrevistadas 400 pessoas da classe D, moradoras da cidade de São Paulo e com renda familiar entre R$ 1.100 e R$ 1.600.