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SÃO PAULO – No mês de setembro, foram vendidos 311.682 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, resultado 4,80% menor que o do mês de agosto, quando foram vendidas 327.396 unidades. Apesar da retração, somente na última sexta-feira (30), foram emplacados 23.432 veículos.
De acordo com o economista da Agência MSantos, Ayrton Fontes, embora as vendas tenham recuado no confronto mensal, no comparativo com setembro de 2010, houve aumento de 1,51%. Segundo ele, o movimento continua por conta das promoções feitas pelas montadoras para incentivar a compra por locadoras. “É o que mantém as vendas aquecidas”, completa.
Dados levantados pelo economista mostram que, do total das vendas realizadas em setembro, de 26% a 28% eram para locadoras.
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Vendas
Segundo Fontes, nos últimos três meses, houve queda de 30% no movimento nas concessionárias. “Estamos em um processo de desaceleração do consumo”, justifica, afirmando que “a tendência para os próximos meses é de que as vendas continuem caindo”.
Para o economista, o fato de os bancos começarem a dificultar o financiamento, principalmente para quem deseja comprar um veículo em 60 parcelas, foi um dos fatores determinantes para a queda nas vendas. “A exigência de entrada tirou do mercado a classe média, que não consegue comprar sem entrada”, explica.
IPI
Apesar do anúncio do aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos importados ter criado expectativas negativas quanto às vendas, Fontes explica que a alíquota mais elevada do imposto não influenciou a queda. “A representação dos chineses e coreanos é pequena e, além disso, eles tinham muitos carros em estoque”, justifica.