HSBC eleva recomendação de Cielo, vendo potencial de crescimento do setor

Banco aumentou preço alvo da ação de R$ 55 para R$ 66,40 no final de 2013, o que representa um potencial de alta de 32,09%

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SÃO PAULO – O HSBC mostra otimismo com as ações da Cielo (CIEL3) e elevou a recomendação da ação de neutra para “overweight” (performance acima da média do mercado). O preço alvo também foi elevado, passando de R$ 55 no final de 2012 para R$ 66,40 ao final de 2013, o que sugere um potencial de alta de 32,09% em relação ao último preço de fechamento do papel.

Segundo o HSBC, há a expectativa de aumentos nas projeções de lucros, computando possíveis mudanças no segmento de antecipação de recebíveis e na dinâmica competitiva em decorrência da aquisição da Redecard (RDCD3) pelo Itaú Unibanco (ITUB4). O novo preço-alvo implica um retorno potencial atrativo, considerando a recente desvalorização no preço da ação, conforme diz a institução.

“O principal risco, relacionado aos pagamentos parcelados sem juros e à taxa de desconto comercial, persiste, mas esperamos que os equívocos diminuam. Em nossa opinião, o mercado está precificando um cenário pessimista improvável”, acrescentou em relatório o analista Paulo Ribeiro.

Antecipação de recebíveis
Segundo Ribeiro, a antecipação de recebíveis chegará a 12,7% dos volumes de cartão de crédito, considerando o potencial de crescimento e possíveis mudanças no setor. O analista também disse que as notícias sobre possíveis mudanças no popular sistema de pagamento parcelado sem juros despertam preocupações quanto ao impacto sobre a antecipação de recebíveis.

“O lançamento do novo cartão de crédito elimina o tradicional ‘período de cortesia’ dado aos portadores, mas esperamos que seu atrativo para os consumidores seja limitado”, avalia Ribeiro. Segundo ele, a antecipação de  recebíveis, que representou 14,2% da receita líquida no segundo trimestre, e ele espera que cresça para 16,3% até 2015.

Para o analista, o principal risco, relacionado aos pagamentos parcelados sem juros e à taxa de desconto comercial, persiste, mas ele espera que os equívocos diminuam.”Em nossa opinião, o mercado está precificando um cenário pessimista improvável. Não há clareza sobre catalisadores em curto prazo”, ressalta.

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Concorrência
Diante das incertezas envolvendo o setor, Ribeiro enxerga em tudo isso um ponto de entrada favorável. “A concorrência está ativa, mas não prevemos um cenário destrutivo. Projetamos que a participação de mercado da Cielo caia de 57% em 2011 para 52,8% em 2015”, escreve o analista. Ele acrescenta que os fundamentos continuam fortes, e a indústria será beneficiada pela migração de dinheiro vivo para cartões.