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SÃO PAULO – A carga de energia elétrica no Brasil aumentou 3,4% em setembro, frente ao mesmo mês do ano passado, segundo o Boletim de Carga Mensal do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), divulgado nesta terça-feira (10).
A análise leva em consideração tanto o consumo quanto as perdas de energia. Na comparação com agosto, houve um crescimento de 0,3%.
De acordo com os dados preliminares para o nono mês do ano, o sistema operou com 58.578 MW médios. Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, foi registrado aumento de 3,6%, em relação ao período anterior.
Análise regional
A região Sudeste/Centro-Oeste apresentou alta de 2,6% na evolução da carga em setembro, na comparação com o mesmo período de 2010, atingindo 36.406 MW médios. Em relação a agosto, houve aumento de 0,4%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 3,7%. Na região, a ocorrência de temperaturas mais amenas do que as registradas no mesmo período do ano anterior, com influência direta no consumo residencial e comercial, contribuiu para esse resultado.
No que diz respeito à região Sul, a carga em setembro foi de 9.487 MW médios, com uma variação positiva de 5,1% ante o mesmo mês do ano anterior e variação negativa de 1,8% frente a agosto. O resultado deve-se principalmente ao bom desempenho econômico da região, influenciado pela agroindústria. Em 12 meses, a alta no Subsistema Sul é de 4,7%.
A região Nordeste, por sua vez, apresentou aumento de 3,8% no consumo e perdas de energia, na comparação com o mesmo mês de 2010, atingindo 8.507 MW médios. Já na comparação com agosto, houve aumento de 2,0%. No acumulado de 12 meses, foi verificada alta de 1,2%. A alta na comparação anual é explicada pela sensação térmica mais amena provocada pela ocorrência de vento médio mais intenso devido ao sistema de alta pressão que favoreceu o aumento da nebulosidade com declínio das temperaturas nas principais capitais da região.
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Ainda no mês de setembro, a região Norte operou com 4.178 MW médios, 5,3% a mais do que no mesmo período do ano passado e 1,3% superior a agosto. Em 12 meses, a variação positiva foi de 4,9%. O desempenho da carga de energia está relacionado à produção dos grandes consumidores eletrointensivos conectados à Rede Básica, que detém uma participação de 50% na carga desse subsistema, sendo que 2/3 pertencem ao setor metalúrgico e são voltados, basicamente, para o mercado externo de commodities.
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