Modelo de banda larga pré-paga deverá ser bem recebido, afirma Intel

Ainda segundo a empresa, junto com o Plano Nacional de Banda Larga, sistema aumentaria acesso das classes C e D

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SÃO PAULO – O modelo de internet banda larga pré-paga é considerado um sistema promissor, no sentido de ajudar a aumentar o acesso à internet rápida no País. Na avaliação da Intel Brasil, o modelo é promissor principalmente por já ter sido bem-sucedido em diversos outros países onde foi adotado.

Em países da Ásia e da África, por exemplo, que apresentam problemas similares aos do Brasil para a universalização do acesso à internet, o modelo que tem por finalidade diminuir o custo total de uma conexão banda larga mostrou resultados favoráveis.

Classes C e D e a internet
A Intel observa que o sistema pré-pago, amplamente adotado pela telefonia celular, ainda não foi adotado pelas operadoras de internet fixa, apesar da história de sucesso revelada por outros países.

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A perspectiva da Intel é que a adoção de tal modelo, em conjunto com o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), poderia aumentar rapidamente a densidade da banda larga nas classes C e D.

Estudos recentes da empresa já mostraram que, nas regiões metropolitanas, o acesso à internet é praticamente universal, inclusive entre aqueles que não possuem computadores.

A internet faz parte do dia a dia de 96% da classe C e de 88% da classe D, seja acessando de casa, seja da casa de amigos ou mesmo em lan houses. Mesmo nos lares em que não existem computadores, 93% dos integrantes da classe C e D afirmam acessar a internet regularmente.

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Gastos
Em relação aos gastos, essas classes gastam mensalmente entre R$ 30 e R$ 50 com a internet. Os valores, comparados com outros países, é muito alto.

Segundo a UIT (União Internacional das Telecomunicações) o gasto com banda larga no Brasil abocanha 4,58% da renda mensal, contra 1,68% na Rússia e 0,5% nos países desenvolvidos. Os brasileiros pagam cinco vezes mais pela banda larga do que os japoneses, 2,37 vezes mais do que os russos e 2,5 vezes mais do que os mexicanos.

“Quando este consumidor busca um computador, ele está procurando na verdade uma ferramenta de acesso à internet. Ele tem muito claro o quanto ele tem condições de investir, tanto na aquisição do equipamento quanto no orçamento mensal”, concluiu o diretor de expansão de mercado da Intel Brasil, Fabio Tagnin. “A solução é reduzir o custo total de propriedade, ao mesmo tempo em que ampliamos a capacidade do consumidor de controlar seus gastos”.

No controle do orçamento
Como muitos brasileiros já estão familiarizados com o modelo de pagamento pré-pago, por conta da telefonia celular, a Intel acredita que esse sistema será bem recebido na banda larga. Além de ser um sistema já familiar, é interessante no sentido de manter o consumidor no controle do orçamento.

“O que eles desejam é um modelo onde eles possam pagar por dia de acesso, muito similar ao que a maioria já faz com as lan houses. Com esse nível de controle do orçamento destinado à internet, a conexão banda larga em casa torna-se uma realidade tangível muito rapidamente. É uma opção que complementaria o atual PNBL, dando maior liberdade para o consumidor”, avalia Tagnin.