Com inflação controlada, governo quer reduzir o custo do crédito, diz Mantega

Com a queda dos juros, Mantega prevê que a economia dê sinais de recuperação nos meses de novembro e dezembro

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SÃO PAULO – Depois de controlar a inflação, o governo vai adotar medidas para reduzir o custo do crédito, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira (23), após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, conforme informações da Agência Brasil. Segundo o ministro, a economia brasileira deve crescer entre 4,5% e 5% em 2012, além de recuperar o desempenho deste ano previsto em 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto). 

 “Tivemos uma desaceleração em 2011, era preciso fazê-la. Encarecemos um pouco o crédito, porque em 2010 crescemos bastante. Tínhamos um problema de inflação que agora está sob controle e já estamos barateando o crédito, reduzindo taxas. A Selic está sendo reduzida de modo que o crédito ficará mais barato nos próximos meses”, informou Mantega.

Com a queda dos juros, Mantega prevê que a economia dê sinais de recuperação nos meses de novembro e dezembro, iniciando o ano de 2012 “aquecendo de forma responsável”. Nesse sentido, o ministro disse que o País precisa reduzir os custos financeiros, segundo ele, “não necessariamente a Selic, mas o crédito ao consumidor”.

Otimismo interno versus pessimismo externo
O ministro mostra confiança na recuperação da economia brasileira no próximo ano, no entanto está pessimista em relação à crise na Zona do Euro e nos Estados Unidos. De acordo com o ministro houve uma recuperação em 2009 e 2010 em relação a recaída observada na crise de 2008. Contudo, segundo ele, houve um retrocesso com a economia americana crescendo menos que em 2010 e a europeia com endividamente público. 

“Estamos diante de uma nova crise, que a cada momento está se agravando. O Brasil está bem preparado, temos várias maneiras de enfrentar essa crise. Não vou dizer que ela não nos atinge, ela nos atinge sim. Mas muito menos do que a maioria dos países e vamos continuar o crescimento do Brasil”.