Copa 2014: carga tributária não ultrapassará 10% do valor dos ingressos

Os bilhetes para a Copa do Mundo, que será realizada no Brasil, serão cotados em real, no mundo inteiro

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SÃO PAULO – O ministro do Esporte, Orlando Silva, anunciou nesta terça-feira (5) que o governo tem um compromisso com a Fifa (Federação Internacional de Futebol) de que a carga tributária sobre os ingressos da Copa do Mundo de 2014 não ultrapassará 10% do valor do bilhete.

De acordo com a Agência Brasil, os bilhetes para a Copa de 2014, que será realizada no Brasil, serão cotados em real, no mundo inteiro. Quem comprar os bilhetes terá de fazer a conversão para a moeda local, levando em conta a moeda brasileira.

“Isso mostra a economia brasileira cada vez mais confiável e o real uma moeda cada vez mais forte”, afirmou Silva, durante a reunião realizada no Ministério do Esporte para tratar da isenção de impostos federais que será concedida à entidade para a organização da Copa.

Isenção
O governo apresentou à Fifa e à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) o projeto de lei sobre isenção de impostos para empresas prestadoras de serviços e a produtos que serão adquiridos pela Fifa. 

A Fifa é que vai decidir que empresas e serviços terão direito às isenções de impostos federais que o governo concederá. As empresas podem ser brasileiras ou estrangeiras. “Isso acontece a partir de um contrato entre a Fifa e a empresa que vai vender o produto ou prestar serviço”, disse o assessor especial de futebol do Ministério do Esporte, Alcino Rocha, a Agência Brasil.

A isenção valerá até o dia 31 e dezembro de 2015. A proposta será enviada para o Congresso no próximo mês.

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Cortes
O ministro Orlando Silva garantiu que o corte de R$ 1,8 bilhão no Orçamento para este ano não vai causar impacto na preparação da Copa de 2014.

“O que o governo pretende investir em mobilidade urbana, por exemplo, vai ser anunciado este mês pelo presidente Lula, que vai fazer uma solenidade com prefeitos e governadores, onde assinará um pacto de cooperação federativa, definindo esses investimentos”, disse o ministro, segundo a Agência Brasil.