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SÃO PAULO – Após terminar a semana passada pela terceira vez no negativo, o Ibovespa consolidou movimento positivo nesta segunda-feira, puxado por forte valorização das mineradoras, em especial a Vale – cujas ações têm maior participação na carteira teórica do índice. Apesar da preocupação com o panorama da economia mundial, a bolsa paulista descolou-se do mercado internacional e fechou o pregão em alta de 1,27% aos 59.317 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,65 bilhões.
O foco no cenário externo ficou com a reunião entre os ministros de Finanças da zona do euro, realizada em Luxemburgo. O evento marcou o lançamento do fundo permanente de resgate, com capacidade de € 500 bilhões em empréstimos, conhecido por ESM (Fundo de Estabilidade Europeu, na sigla em inglês). Em coletiva de imprensa, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, disse que não é papel do grupo aconselhar a Espanha sobre as medidas a serem tomadas, mas se mostrou satisfeito com os planos fiscais do país.
A Grécia também voltou-se para o centro das atenções. Juncker disse ser possível uma decisão sobre a Grécia ainda neste mês, mas isso não acontecerá nesta segunda-feira, já que o relatório da Troika – grupo formado por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) – sobre os cortes de custos no país ainda não está pronto.
Dasa dispara com venda da Amil para gigante norte-americana
Entre os principais destaques, as ações da Dasa subiram 7,69% aos R$ 14,00, refletindo principalmente a venda da Amil para a UnitedHealth – dado uma ligação entre as duas companhias brasileiras. Apesar de estar fora do Ibovespa, as ações da Amil dispararam 15,26% nesse pregão, aos R$ 29,16.
Outra companhia que também chamou atenção foi a MMX Mineração, depois que as ações subiram 6,71% aos R$ 4,61, impulsionadas pela forte alta do preço do minério de ferro no mercado internacional, o que puxou ainda os papéis da Vale. Já do outro lado, quem puxou as perdas foram os ativos do Banco do Brasil, que caíram 2,98% aos R$ 22,80, depois do corte nas tarifas de serviços. As ações da instituição figuraram na segunda posição de maior negociação na bolsa, de R$ 332,6 milhões.
Agenda internacional
Entre as principais referências, o mercado refletiu a divulgação da confiança do investidor na zona do euro medida pelo grupo Sentix, que mostrou leve melhora em outubro, mas, ao valor negativo de 22,2, continuou abaixo das expectativas dos analistas.
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Além do foco na Europa, os investidores ainda receberam nesta manhã a notícia de que o Banco Mundial cortou sua projeção de crescimento para a Ásia, que passou dos 7,6% estimados em maio para 7,2%, a pior taxa de crescimento desde 2001. Adicionalmente, a crise europeia pode impactar o PIB da região em 2 pontos percentuais no próximo ano, estimou.
A OCDE também destacou que o panorama para as principais economias do mundo se deteriorou levemente, indicando uma contínua piora no crescimento, afirmou em relatório mensal.
Já nos EUA, esta segunda-feira marca o feriado de dia de Colombo e, apesar das bolsas operarem normalmente, nenhum indicador foi divulgado nesta sessão. O noticiário corporativo por lá volta com força na terça-feira, quando a Alcoa dá início à temporada de resultados do terceiro trimestre.
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Focus sem surpresas
Por aqui, o Relatório Focus não trouxe grandes novidades na edição desta semana. Segundo o documento publicado pelo Banco Central, a expectativa do mercado para o PIB no ano não sofreu alteração, enquanto para inflação teve uma ligeira alta (de 5,36% para 5,42%) e para a produção industrial as projeções continuam a se deteriorar, agora em queda de 2%.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,04%, terminando a R$ 2,0295 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em forte queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,12%, com alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento de quinta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,04%, a 128,09% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 0,69%, aos 144 pontos ante 145 pontos do fechamento anterior, com queda de um ponto-base.