Seca provoca forte alta no custo e complica programa de corte de tarifas

PLDs estão nos patamares mais altos desde janeiro de 2008, quando atingiram níveis recordes, em torno de R$ 570 por MWh

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SÃO PAULO –  A falta de chuvas neste ano pode complicar o pacote de medidas para reduzir em 20% os custos da energia elétrica no país a partir de 2013.

De acordo com matéria publicada pelo Valor Econômico, o custo da energia, que é calculado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico, registrou um salto de 35% nesta semana na região Sudeste e Centro-Oeste e de 39% na região Nordeste devido à queda nos reservatórios das hidrelétricas.

Os PLDs (Preços de Liquidação de Diferenças) estão nos patamares mais altos desde janeiro de 2008, quando atingiram níveis recordes, em torno de R$ 570 por megawatt/hora.

Segundo a publicação, a menor vazão dos rios vem obrigando o governo a acionar usinas térmicas a gás natural para garantir o abastecimento. Essas termelétricas têm custo de geração bem maior que os das hidrelétricas, o que eleva o custo marginal de operação do sistema elétrico. Se a seca persistir, o ONS precisará ligar térmicas a óleo, cuja energia é ainda mais cara.