Após vender fazenda, ação da BrasilAgro caminha para 7ª semana alta

Ações AGRO3 chegaram a subir 4,1% nesta quinta-feira; valor da venda foi praticamente o dobro de quando elas compraram essa fazenda em 2010

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SÃO PAULO – A notícia que a BrasilAgro (AGRO3) vendeu a Fazenda Horizontina, no Maranhão, foi muito bem recebido pelos investidores, colaborando assim para mais um pregão de alta para as ações da companhia. Mantida essa tendência, os ativos AGRO3 caminham para a 7ª semana consecutiva de valorização.

Segundo fato relevante enviado ao mercado, a BrasilAgro vendeu a fazenda por R$ 75 milhões, praticamente o dobro do valor pago para adquiri-la em 2010 – R$ 37,7 milhões. Após a divulgação, as ações da BrasilAgro registram alta de 2,06%, valendo R$ 9,90, segundo cotação das 12h30 (horário de brasília). Mais cedo, eles chegaram a subir 4,12%, quando bateram sua cotação máxima do dia (R$ 10,10). Com o desempenho neste pregão, os ativos da companhia já acumularão cerca de 20% nessas sete semanas positivas.

Segundo análise da XP Investimentos, a operação mostra-se bastante positiva pelo retorno bruto de aproximadamente 100% do capital investido. “A venda da propriedade está em linha com a estratégia da companhia, de obter ganhos tanto com a produção agrícola quanto com a venda da propriedade. O impacto financeiro do deal deve ser percebido somente nos dois próximos trimestres, em linha com o perfil de ciclos longos de obtenção de valor para a empresa”, diz a corretora em relatório enviado nesta manhã.

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Small cap e seus riscos
Segundo Douglas Ramos, operador da BGC Liquidez, por ser uma small cap de baixa liquidez, as ações da BrasilAgro são um investimento arriscado. “Pela baixa liquidez, o volume de negociações diário da ação é considerado mais suscetível a notícias boas e ruins e o investidor muitas vezes não encontra comprador para as ações, que podem variar com muita força”, explica o operador.

Com poucas negociações no dia, as ações AGRO3 ficam mais expostas a manipulação de preços, ocasionadas por um aumento no volume de negócios de um ativo. Até o horário da última negociação com os papéis da companhia, o giro financeiro estava em R$ 509,7 mil, obtido através de 68 negócios concluídos.