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SÃO PAULO – Enquanto a BM&FBovespa está fora de operações por conta de feriado nacional, os mercados acionários norte-americanos abriram com ganhos, impulsionados pela confiança dos consumidores no nível mais alto em cinco anos, mas logo perderam força e se consolidam no campo negativo.
Durante a manhã foi revelado que o Michigan Sentiment avançou de 78,3 pontos em setembro para 83,1 pontos em outubro, muito acima das expectativas, que apontavam para um número de 78,5 pontos, conforme compilação feita pelo portal norte-americano Briefing.com.
Dessa forma, depois de chegar a avançar cerca de 0,3% na manhã desta sexta-feira (12), os mercados por lá iniciam a tarde em queda, dando continuidade às perdas recentes. O pior desempenho fica por conta do S&P 500, em retração de 0,5%.
Ainda no radar do dia, o JPMorgan e o Wells Fargo publicaram seus resultados trimestrais nesta manhã e mostraram lucros recordes, amparados em operações hipotecárias, que foram impulsionadas pelas recentes medidas de estímulo do Federal Reserve. Além disso, Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, reforçou que o mercado imobiliário já está em recuperação.
Europa discute Espanha e Grécia
Já na Europa o pregão é instável. Depois de alternar entre ganhos e perdas durante a manhã, o sinal negativo parece prevalecer na reta final do pregão por lá.
E as discussões sobre a crise da dívida continuam. Olli Rehn, Comissário Europeu de Assuntos Econômicos , afirmou nesta manhã em Tóquio que uma decisão sobre a próxima parcela do resgate grego deve ser anunciada até a primeira metade de novembro.Enquanto isso, ele espera que os líderes da União Europeia cheguem a um acordo na semana que vem, quando se encontram em Bruxelas.
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Entretanto, as divergências na Europa são claras. Enquanto a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) Christine Lagarde defendeu que a Grécia tenha mais tempo para cumprir suas metas fiscais, o ministro de Finanças da Alemanha negou e disse que ainda é muito cedo para fazer alguma avaliação.
Também em Tóquio, o ministro de Economia da Espanha, Luis de Guindos, negou que haja qualquer resistência por parte de membros da zona do euro para que o país peça por um resgate. Mais cedo no mês circularam rumores de que a Alemanha estaria fazendo pressão para que o país adie o pedido de ajuda. Guindos acrescentou que o plano do BCE (Banco Central Europeu) para ajudar a Espanha está pronto para ser usado, mas que ainda não há uma decisão sobre o assunto.