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SÃO PAULO – O governo pode evitar que a Telebrás atenda diretamente ao consumidor no Plano Nacional de Banda Larga. A concorrência direta com as demais operadoras de telecomunicações “na ponta”, ou seja, para o usuário final, é o ponto mais polêmico do PNBL.
Para o presidente da Telebrás, Rogério Santanna dos Santos, o principal objetivo do plano é estabelecer a concorrência no mercado nacional de banda larga e reduzir os preços finais ao consumidor. Segundo ele, apenas 184 municípios brasileiros têm competição no mercado de telecom. “Outras três mil cidades estão condenadas pelo mercado à desconexão eterna”, declarou Santos, segundo a Agência Senado.
Durante uma audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia, nesta quarta-feira (26), senadores questionaram se a estatal tinha intenção de levar os serviços de internet ao consumidor final. Santanna declarou que isso só ocorrerá se não houver interesse de nenhuma empresa privada e citou o caso do Canadá, onde o governo leva telecomunicações a aldeias distantes.
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“Se tivermos o nosso insumo principal (rede de fibras óticas) a um custo mais baixo do que atualmente, não haverá nenhum município no Brasil onde a Telebrás seja obrigada a atuar diretamente ao consumidor”, disse Santos.
A grande repercussão do plano, segundo o presidente da Telebrás, deve-se ao fato de que as maiores operadoras de telecomunicações do país encontram-se em uma “zona de conforto” e pretendem evitar a competição. À medida em que se expande a banda larga, previu, o serviço de voz ofertado pelas telefônicas perde importância no negócio, finalizou ele.