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SÃO PAULO – O financiamento já responde por 61,9% do valor total do imóvel, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pela Abecip (Associação Brasileira das entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
O número é 0,8 ponto percentual maior do que o apurado em 2009, de 61,1%, e 15,1 pontos percentuais superior ao que era financiado em 2004 (46,8%).
Dentre os fatores que explicam a significativa alta, a associação aponta a estabilidade econômica, a recuperação da renda, a flexibilização das condições, com medidas como o alongamento de prazos e a elevação da parcela passível de financiamento, além da redução da inadimplência, que, em dez anos, passou de 12% para 2,5% dos contratantes.
Sem riscos
Ainda de acordo com a Abecip, o primeiro semestre deste ano foi o melhor da história dos agentes do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos), com empréstimos na ordem de R$ 23,8 bilhões, 77% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Em termos de unidade, o resultado é 51,5% superior ao apurado nos primeiros seis meses de 2009, com 187,6 mil unidades financiadas, sendo 74% de imóveis usados e 26% de imóveis novos.
Para o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e responsável pela Consultoria MB Associados – contratada pela Abecip para realizar um estudo sobre o setor – , José Roberto Mendonça de Barros, o brasileiro não precisa se preocupar, já que não há qualquer risco do Brasil sofrer uma bolha imobiliária como a ocorrida nos Estados Unidos antes da crise.
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“Nossos estudos sugerem que não existe uma bolha imobiliária no Brasil. Não há qualquer exagero no volume de empréstimos que estão sendo concedidos e a proporção de recursos próprios usados na compra de imóveis ainda é muito alta. Além disso, os financiamentos são bastante controlados e o país está crescendo, o que faz com que a massa salarial e a capacidade de pagamento aumentem”.