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SÃO PAULO – A grande quantidade de lixo eletrônico gerada principalmente pelos equipamentos de informática deixou em alerta os membros da Assespro-RJ (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet – seção Rio de Janeiro).
Nesta quinta-feira (26), acontece na capital carioca um encontro promovido pela própria entidade, que trará à tona as ações de reciclagem a serem realizadas em relação ao destino dos computadores que não possuem mais utilidade.
Segundo informações da Agência Brasil, a associação se mobiliza para dar uma destinação correta a esse tipo de lixo, tomando como base o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 2. Conforme o plano, todos os fabricantes e consumidores devem ter responsabilidade em relação ao descarte do lixo.
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Brasil, o país do lixo eletrônico
O vice-presidente executivo da Assespro-RJ, Alvaro Cysneiros, revelou que o Brasil é o principal gerador de lixo eletrônico entre os países emergentes. “Somos os campeões dos emergentes, com certeza, e um dos maiores do mundo, se colocarmos os países desenvolvidos também”.
De acordo com os dados da ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil produz, anualmente, 96,8 mil toneladas de computadores que vão para o lixo. Pelo fato de não receberem o destino correto, acabam indo para os lixões e provocam derramamento de metais pesados, resultando em lixo tóxico, prejudicial à saúde.
Por força de situação, Cysneiros afirmou que a associação planeja inserir, nos municípios fluminenses, um processo de destinação ambiental de todo o lixo eletrônico, desde a coleta até a fase de reciclagem. “O processo começa com locais de recepção desse material”.
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No entanto, observou o executivo, as pessoas e empresas não podem jogar o lixo eletrônico nos mesmos locais onde são despejados os resíduos orgânicos, por isso, devem existir postos de coleta espalhados pelas cidades ou um serviço de coleta específico.
De todo modo, a proposta prevê a instalação de galpões, onde cooperativas treinadas realizariam a desmontagem e o reaproveitamento eventual de máquinas. Computadores reciclados podem ser destinados para uso público, afirmou o executivo.
Renda
O processo de trabalho que consiste na separação dos materiais descartados deve ser realizado pelas cooperativas cadastradas e homologadas pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente), reiterou Cysneiros. “Assim, você garante que tudo foi desmontado e separado e teve a destinação ambiental correta. Desde que você tenha cooperativas preparadas para isso, gerando renda e fazendo o processo fluir”.
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De acordo com ele, o problema do lixo eletrônico é que no Brasil a maioria dos computadores é formada por máquinas montadas. “Você tem o gabinete de um fabricante, a placa-mãe de outro”. O mesmo ocorre em relação às placas de vídeo, por exemplo. “Então, você não consegue responsabilizar um único fabricante por aquele computador”.
Para Cysneiros, o País precisa ter um método de coleta, cuja as cooperativas de catadores tomem para si a responsabilidade de darem uma destinação correta aos sub-resíduos desses equipamentos.