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SÃO PAULO – O governo federal espera que a produção brasileira de etanol cresça cerca de 145% nos próximos dez anos. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, a expectativa é de que a produção anual salte dos atuais 26 bilhões de litros para 64 bilhões em 2019.
Zimmerman afirmou, segundo a Agência Brasil. que o governo ainda discute se o etanol deve ser tratado como um biocombustível ou como um produto agrícola, sendo que essa definição é necessária para se definir qual a legislação mais apropriada para o setor.
De acordo com o presidente da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), Marcos Jank, o uso de combustíveis renováveis como o etanol tem crescido abaixo das expectativas e do potencial do setor. Para Jank, apesar do crescimento da presença da cana-de-açúcar na matriz energética, ainda faltam políticas que priorizem a pesquisa e a produção de etanol.
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“As perspectivas para o setor são muito positivas, mas não estamos vendo um novo ciclo de crescimento ou o surgimento de novas usinas. Em parte, devido à crise financeira do ano passado, mas também pela falta de políticas públicas mais claras”, afirmou o presidente da Unica.
Pré-sal
Jank ainda afirmou que, este ano, a produção de etanol e açúcar deverá ser maior do que em 2009. Porém, ele está preocupado com a possibilidade de a prioridade dada ao petróleo do pré-sal ofuscar a necessidade de investimentos em pesquisas que garantam ao País manter o reconhecimento internacional sobre a qualidade do combustível obtido a partir da cana-de-açúcar.
“Será que, com o pré-sal e a possibilidade de o Brasil vir a ser um grande exportador de petróleo, continuaremos tendo uma matriz energética limpa?”, questionou Jank.