CNI: confiança do consumidor tem primeira queda após quatro meses

O índice passou de 119,3 em agosto para 118,3 em setembro. Expectativa quanto ao desemprego foi a que mais caiu

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SÃO PAULO – O índice que revela o otimismo do consumidor brasileiro teve, em setembro, a primeira queda após quatro meses consecutivos de crescimento. Segundo o Inec (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor), divulgado nesta quarta-feira (6), a confiança do consumidor diminuiu 0,8%, passando de 119,3 pontos em agosto para 118,3 no mês passado.

Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a leve queda do INEC se deve à deterioração das expectativas sobre inflação e desemprego. “A pesquisa detecta o sentimento dos brasileiros sobre a evolução da inflação, do desemprego, da renda pessoal, do endividamento e da intenção de compra de bens duráveis para os próximos seis meses”, afirma a entidade.

Indicadores
Apenas dois indicadores que compõem o índice apresentaram alta na comparação com agosto, três apresentaram queda e um se manteve estável.

A confiança relacionada a compras de bens de maior valor avançou 2,2% frente ao mês anterior, enquanto o otimismo refente à situação financeira está 0,3% maior.

A expectativa de inflação diminuiu 3,2%, a de desemprego caiu 4,9% e de endividamento recuou 1,3%. O otimismo quanto à renda pessoal se manteve o mesmo no período.

Os índices que obtiveram maior pontuação foram o da expectativa de desemprego (136,7) e o de inflação (124,2). Os piores colocados foram o de endividamento (110,4) e o de compras de bens de maior valor (114,5). A situação financeira tem índice de confiança de 117,5 pontos e o de renda pessoal, de 114,9 pontos.