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SÃO PAULO – Mais de dois terços da população brasileira acredita que a saúde é a área que precisa de mais gastos por parte do governo, revelou estudo do Ministério da Fazenda.
De acordo com os dados, coletados de 2.016 entrevistados em 336 municípios do País, 72,1% dos entrevistados responderam que a prioridade de investimento por parte do governo federal deve ser na saúde.
Em segundo lugar ficou a educação, com 58,5% das respostas, seguida de segurança pública (17,1%), infraestrutura em geral (6,3%), habitação (5,1%), saneamento (3,6%) e transporte (2,7%).
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Quando questionados sobre como o governo deveria economizar, 39,4% da população disse não saber. Além disso, uma parcela significativa citou o salário dos políticos, campanhas eleitorais, viagens, obras desnecessárias, corrupção e eventos de lazer.
Recursos
Para 72% dos brasileiros, o governo tem à disposição recursos suficientes para o desempenho de suas funções, no entanto, por conta da má utilização do dinheiro público, não se faz o que é preciso.
No Sul, 75% das pessoas disseram que o governo federal conta com recursos suficientes para cumprir suas funções, enquanto que a menor proporção de respostas esteve no Norte, onde 69,3% disseram a mesma coisa.
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A pesquisa ainda perguntou aos brasileiros se sentem os benefícios da ação do governo em suas vidas. Neste caso, 57,7% responderam que não, enquanto o segmento que respondeu sim interpretou, em muitos dos casos, o benefício como fruto de ajudas recebidas de programas sociais.
Confira, abaixo, as áreas onde os benefícios da ação do governo são mais sentidos:
- Saúde: 27,7%
- Educação: 22,2%
- Transportes: 7,5%
- Segurança: 6,5%
- Redução da inflação: 3,8%
- Limpeza urbana: 2,3%
- Outros: 38,9%
- Não sabe, não respondeu: 8,8%
O Centro-Oeste é a única região onde a percepção da ação do governo na vida do indivíduo supera o sentimento de não benefício. Nela, 49,7% responderam que sentem benefício, ante 47,7% que disseram o contrário.