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SÃO PAULO – Passado o período da crise de 2008, o brasileiro retomou o sonho de ganhar dinheiro no exterior. Um levantamento realizado pelo pesquisador Victor Hugo Klagsbrunn mostrou que o êxodo de brasileiros se retraiu neste ano da turbulência, mas foi retomado no seguinte.
Com base em dados de Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o pesquisador identificou as saídas e entradas de brasileiros nestes anos e viu que o saldo líquido ficou negativo em 28,6 mil em 2008, mas voltou a ficar positivo no ano seguinte, em 90,7 mil.
“O que eu fiz foi pegar o número de saídas e entradas nos aeroportos e o grande volume dá uma ideia de tendência, a partir do saldo líquido”, afirmou o pesquisador, dizendo ainda que, nos cálculos, os turistas se anulam por entrarem e saírem do país em um curto espaço de tempo.
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Tipos de migração
De acordo com Klagsbrunn, a migração no Brasil tem duas vertentes, sendo a primeira delas a feita por via terrestre para países como Paraguai e Bolívia, que diz respeito ao alongamento da fronteira agrícola brasileira.
A segunda migração é a que o levantamento abrange, que é feita para países desenvolvidos, na maior parte das vezes para Estados Unidos e Europa, pelos migrantes urbanos, que vão de avião.
“Eles chegam como turistas e vão ficando, na maioria das vezes ilegais. É uma migração econômica, para ganhar dinheiro, mesmo em um trabalho menos qualificado. Eles querem ficar alguns anos, juntar dinheiro e depois voltar para a casa”, explicou.
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Histórico de migração
O retorno dos brasileiros do exterior se tornou intenso no início da década, principalmente dos Estados Unidos, devido aos atentados de 11 de setembro em Nova York, que tornou mais rígida a entrada de passageiros.
A situação começou a se reverter em 2005, com a tendência de o brasileiro se dirigir para o exterior, principalmente para a Europa, até o ano de 2008, quando o quadro mudou e o brasileiro começou a voltar para a casa.
“2009 retomou bastante rápido esta tendência e, como os fatores que levam o brasileiro a sair continuam aí, pode ser que saíam para países que não estejam tão ruins, como a Alemanha e a França”.