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SÃO PAULO – Os títulos públicos da Espanha atingem o menor custo em mais de 6 meses após a agência de classificação de risco Moody’s manter seu rating em Baa3, assegurando o grau de investimento para o país. Entretanto, a agência cortou a perspectiva para a nota de crédito espanhol de estável para negativa, como um alerta de que pode haver rebaixamento caso as condições nacionais se deteriorem.
O risco para os títulos soberanos tiveram forte queda em meio à disposição do BCE (Banco Central Europeu) em realizar compra direta dos papéis para conter a volatilidade dos preços, de acordo com a Moody’s. Ainda assim, a perspectiva negativa reflete a conviccção de que as ameaças à Espanha seguem elevadas.
A Moody’s também afirmou que a situação poderá se agravar ainda mais. “Caso o governo espanhol sofra com a perda de acesso aos mercados privados, o rebaixamento poderá ser de várias notas”, reiterou a agência.
Os yields da Itália e de Portugal também apresentam melhora em seus rendimentos após a notícia sobre o rating da Espanha. A variação dos dois países geralmente é afetada pela economia espanhola.
| País | Rendimento | Variação | Spread vs. Bund* |
|---|---|---|---|
| Grécia | 17,50% | -0,72% | +15,9 |
| Portugal | 7,94% | -2,23% | +6,34 |
| Itália | 4,82% | -2,45% | +3,22 |
| Espanha | 5,53% | -4,81% | +3,93 |
| França | 2,23% | +0,77% | +0,63 |
| Alemanha | 1,60% | +3,63% | – |
* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, enquanto a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
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Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.