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SÃO PAULO – O investimento que bancos fazem em tecnologia para tornar cada vez mais seguro o acesso aos serviços bancários pela internet vem ganhando retorno. Isso porque cerca de 50% das pessoas se sentem seguras ao acessar bancos on-line.
O resultado faz parte do estudo anual da F-Secure, empresa especializada em soluções de segurança. De acordo com o levantamento, os norte-americanos são os que sentem mais essa segurança, cerca de 63%; seguidos da França, onde 62% dos entrevistados confiam na página do seu banco.
Por outro lado, o estudo constatou que apenas 6% não veem problemas em realizar compras pela internet com o cartão de crédito.
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Ninguém sabe
A pesquisa, de maneira geral, constatou que os usuários não conhecem as ameaças reais da rede. Um exemplo é o e-mail tipo phishing, que pode ser confundido com uma mensagem enviada por um banco conhecido, devido à semelhança em seu formato, mas na verdade é uma fraude à procura de informações pessoais.
De acordo com o estudo da F-Secure, 27% dos entrevistados não sabem se conseguem identificar ou não esse tipo de e-mail.
Para o Diretor Técnico da F-Secure Brasil, Gabriel Menegatti, “há igualmente muita incerteza em executar transações financeiras, mas parece que a base para estes sentimentos não está fundada necessariamente em uma boa compreensão das ameaças reais”, afirma.
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Pequenos internautas
O estudo também avaliou como os usuários se sentem em relação à segurança das crianças que navegam na rede e constatou que os pais estão mais preocupados. No entanto, mais de 30% deles não souberam responder se seus filhos estão seguros.
Para cerca de 54%, porém, as crianças estão expostas a qualquer tipo de risco na rede. Apenas 2% sentem que suas crianças estão seguras. Esse percentual foi verificado na Índia. A Alemanha foi o país onde os pais se sentem mais inseguros, com um percentual de 69%.
Sobre a pesquisa
A F-Secure entrevistou 2.019 usuários entre 20 e 40 anos, nos Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, Itális, Índia e Hong Kong. O Brasil não entrou na lista.
Em cada país foram entrevistadas cerca de 200 pessoas. O estudo foi realizado em dezembro de 2008.