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SÃO PAULO – O período de forte crescimento levou a Ágora Corretora a rever as estimativas para as companhias do setor de educação.
Para o analista José Cataldo, apesar da boa performance já apresentada pelas companhias sob cobertura da corretora – Estácio (ESTC3), Anhanguera (AEDU3) e Kroton (KROT11) -, haverá outros motivos para novos ganhos. Além da demanda elevada, impulsionada pelo Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), as principais empresas se beneficiam do processo de consolidação no mercado.
Diante disso, o analista optou por manter a recomendação de compra para as três empresas do setor, com destaque para Estácio, que passa a ser a preferida pela corretora, já que possui o maior potencial de valorização e opera atualmente com os múltiplos mais atrativos, na visão da corretora.
“Somado a isso, o fato da empresa estar se aproximando cada vez mais da consecução de suas metas para 2014, o que indica um risco de execução menor”, explica o analista.
Estácio: expectativa de melhores margens
Visto a preferência da corretora pela Estácio, o analista optou por elevar o preço-alvo para as ações da companhia para R$ 47,00 para dezembro de 2013 – o que representa um upside de 72,66% se comparado ao fechamento anterior. Segundo Cataldo, a decisão foi tomada com base nos resultados do primeiro semestre de 2012 e assumindo um ciclo de recrutamento de estudantes ainda maior em 2013.
A corretora estima uma receita de R$ 1,79 bilhão para 2013 e de R$ 2,22 bilhões para 2014. A estimativa anterior era de uma receita de R$ 1,79 e R$ 2,19 bilhões, respectivamente. Para o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado as novas estimativas são de R$ 319 milhões e R$ 446 milhões para 2013 e 2014, enquanto para o lucro líquido as novas estimativas são de R$ 178 milhões e R$ 262 milhões.
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“A empresa tem conseguido reduzir custos e receitas, o que auxilia na melhora para margem Ebitda, aproximando para a meta de 2014”, explica o analista. Outra alteração nas projeções ocorreu em relação à margem Ebitda (Receita Líquida/Ebitda) no longo prazo.
Anhanguera: mais alunos e resultados de aquisições
Após a revisão das estimativas, o preço-alvo para as ações da Anhanguera também foi alterado para R$ 44,00 para dezembro de 2013 – um upside de 25,71% frente ao último fechamento.
Seguindo um cenário parecido com o da Estácio, o analista assume um risco um ciclo de recrutamento mais forte em 2013, além de elevar levemente as projeções para a margem Ebitda, levando em conta um maior número de estudantes por campus e bons resultados de aquisições anteriores.
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A corretora estima uma receita de R$ 1,90 bilhão para 2013 e R$ 2,24 bilhões para 2014. A estimativa anterior era de uma receita de R$ 1,90 milhão e R$ 2,23 milhões. Para o Ebitda ajustado as novas estimativas são de R$ 432 milhões e R$ 541 milhões para 2013 e 2014, enquanto para o lucro líquido as novas estimativas são de R$ 258 milhões e R$ 347 milhões.
Kroton: ganhos com sinergia
Por fim, em relação à Kroton, o analista elevou o preço-alvo para R$ 43,50 para dezembro de 2013 – um upside de 14,47% na comparação com o fechamento anterior. A alteração foi feita principalmente pela incorporação da revisão de “guidance” positiva da empresa e os resultados considerados excepcionais pela corretora do segmento de ensino à distância.
A corretora estima uma receita de R$ 1,73 bilhão para 2013 e R$ 2,04 bilhões para 2014. A estimativa anterior era de uma receita de R$ 1,75 milhão e R$ 2,05 milhões. Para o Ebitda ajustado as novas estimativas são de R$ 472 milhões e R$ 573 milhões para 2013 e 2014, enquanto para o lucro líquido as novas estimativas são de R$ 250 milhões e R$ 324 milhões.
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“A melhora que podemos esperar da margem Ebitda se deve aos ganhos de sinergia das aquisições da Unopar e Uniasselvi, além de melhoras no segmento presencial”, afirma o analista.