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SÃO PAULO – Condição fundamental para que o custo do crédito caia ao consumidor final, a redução do spread será levada como proposta pelo Banco Central à reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) que acontece na quinta-feira (26).
A informação foi dada pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, que participa de audiência pública no Senado, em comissão de acompanhamento da crise financeira. O spread é a diferença entre o custo de captação do crédito e a taxa cobrada do cliente.
Spread alto
O presidente do Banco Central reconheceu que o spread bancário no Brasil é “historicamente maior do que em muitos países e aumentou bastante em 2008, principalmente depois da crise, atingindo os países emergentes”.
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Ele afirmou que os bancos públicos, que respondem por metade do crédito no País, têm papel fundamental para a queda do spread. Ele ressaltou que essas instituições precisam ter uma atuação mais agressiva.
Crédito
Meirelles afirmou que, diferentemente do Brasil, em determinados países, a relação do crédito sobre o PIB (Produto Interno Bruto) é praticamente inexistente, enquanto em outros a população tem pouco acesso aos bancos.
O problema do crédito no Brasil, apontado pelo presidente do BC, é o processo de cobrança de dívidas em atraso. Por isso, o País precisa aprovar o cadastro positivo (que terá o histórico dos bons pagadores).