Resumo Diário

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O Ibovespa registrou o seu quarto pregão seguido de alta, com ganhos de 0,56%, aos 60.087 pontos. Entretanto, o índice chegou a cair 0,10% por volta das 16h50, mas logo voltou para o positivo no último sinal. O vencimento dos contratos futuros do Ibovespa influenciou o movimento da sessão, que se manteve ao redor dos 60.000 pontos durante todo o dia. O giro financeiro foi de R$ 8,77 bilhões.

O mercado repercutiu os indicadores positivos dos EUA e o maior alívio com a reafirmação do rating da Espanha em Baa3 pela Moody’s, mantendo assim o grau de investimento para o país. A justificativa para a decisão foi a possibilidade ilimitada de compra de títulos públicos pelo BCE, diminuindo os riscos de um agravamento da crise do país.

A medida, no entanto, veio acompanhada da redução da perspectiva da nota de crédito de estável para negativa, o que sinaliza a convicção da agência de que as ameaças à Espanha seguem elevadas.

Altas e baixas
Dentre os destaques de alta desta sessão, duas imobiliárias ganharam espaço: a Gafisa, com ganhos de 4,78%, atingindo os R$ 4,60, seguida pelos papéis da PDG Realty, com valorização de 3,69%, aos R$ 3,65. As ações da Cesp também subiram forte, impulsionadas pela decisão da companhia de deixar de fora uma hidrelétrica das renovações.

A Gol também registrou bons ganhos na sessão, em meio à sinalização de um programa do IPO da Smiles, aos dados positivos de petróleo e aos bons dados operacionais da empresa de setembro. Já o papel da Cielo, que chegou a liderar a ponta do índice – em meio a um movimento de recuperação após a forte queda nas últimas semanas -, fechou em alta de 2,95%.

Enquanto isso, os papéis da B2W lideraram as perdas do índice, com baixa de 4,34%, aos R$ 11,47, seguida pelos ativos preferenciais “classe B” da Copel, com perdas de 3,51%, aos R$ 31,65.

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Reunião na zona do euro
Fora o alívio com a Espanha, o Velho Continente também está no foco do mercado por conta da reunião entre os líderes na União Europeia, que se inicia na próxima manhã.

Com a decisão da Moody’s, caíram as apostas de que o governo espanhol peça ajuda durante o encontro. Agora boa parte do mercado acredita que o país aguarde pelo menos as eleições deste fim de semana, na Galícia e no País Basco, para oficialiar um pedido de socorro.

Agenda positiva nos EUA
A agenda norte-americana também colaborou para o otimismo dos investidores. Por lá, o número de casas em início de construção superou as projeções de analistas, ao contabilizar 872 mil unidades em setembro. Foi a maior alta em quatro anos.

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O indicador, que mensura o número de autorizações para construção de novas casas nos EUA e serve como sinalizador do nível de atividade econômica do país, também veio melhor do que o previsto. Em setembro, foram computadas 894 mil permissões.

Atenção com a China
Os investidores devem se atentar ainda à agenda econômica chinesa no final da noite desta quarta-feira. O país anunciará o PIB do terceiro trimestre, em meio a uma cesta de indicadores, tais como a produção industrial e as vendas no varejo em setembro.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,17%, terminando a R$ 2,0315 na venda.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,43%, com alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira. 

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável, a 128,25% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 2,82%, aos 138 pontos ante 142 pontos do fechamento anterior, com baixa de quatro pontos-base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.