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SÃO PAULO – A Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) defendeu, em pesquisa divulgada nesta segunda-feira (6), a criação do cadastro positivo, para que os custos do crédito diminuam aos consumidores.
A Federação disse apoiar a aprovação imediata no Congresso do Projeto de Lei 836/2003, que dispõe sobre o funcionamento de um banco de dados e serviços de proteção ao crédito. Com ele, cada consumidor teria um histórico de seus pagamentos e seria favorecido com taxas de juros menores, além de melhores condições de compra.
Riscos
O cadastro permitiria individualizar o risco do crédito, que é considerado a maior despesa do spread bancário – diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados nos empréstimos para os clientes.
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A taxa de risco representa 37% do spread. No ano passado, os brasileiros pagaram R$ 134,5 bilhões em spread, sendo R$ 85,3 bilhões as pessoas físicas e R$ 49,1 bilhões as pessoas jurídicas. No primeiro caso, a taxa de risco representou R$ 31,2 bilhões e, no segundo, R$ 18,0 bilhões.
Proposta
A Fecomercio propõe uma redução para 35% da taxa de risco no spread, para que o custo do crédito não seja tão alto para o consumidor. Confira quais seriam os valores pagos por consumidores e empresas:
| Taxa de risco | Pessoa Física | Pessoa Jurídica | Total |
| 35% | R$ 29,8 bilhões | R$ 17,1 bilhões | R$ 47,05 bilhões |
Fonte: Fecomercio-SP