PIB chinês ofusca dados dos EUA e Ibovespa fecha em queda de 0,59%

Atividade econômica do gigante asiático registrou desaceleração, enquanto indústria nos EUA teve melhora, interrompendo sequência de 4 altas

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SÃO PAULO – Apesar da agenda econômica norte-americana com diversos indicadores positivos, o Ibovespa interrompeu a sequência de quatro sessões em alta e fechou com forte desvalorização, ainda sentindo o impacto com os dados do PIB (Produto Interno Bruto) chinês, que mostrou desaceleração. Com isso, o índice registrou baixa de 0,59%, aos 59.733 pontos, mas teve perdas ainda maior no intraday, de 1,27%. O giro financeiro foi de R$ 7,09 bilhões. 

Na agenda norte-americana, o índice de atividade industrial da Filadélfia veio bem melhor do que as projeções de mercado ao marcar 5,7 pontos positivos em outubro, contra estimativa de 0,1 ponto negativo – no mês anterior, o resultado havia sido negativo em 1,9 ponto. No mesmo horário, o Leading Indicators, que traz um compilado dos mais importantes índices econômicos dos EUA, apresentou alta de 0,6% em setembro, ante projeção de avanço de 0,2%.

O mercado de trabalho também chamou a atenção mostrando um número bem acima de pedidos de auxílio-desemprego no período. Vale ressaltar que o Google divulgou, antecipadamente, o resultado do terceiro trimestre, com números decepcionantes para o mercado e que levaram as ações a registrarem forte baixa na sessão. 

Economia da China decepciona e pressiona índice
O índice brasileiro ainda foi pressionado pela economia chinesa, que cresceu no terceiro trimestre em ritmo mais lento desde o primeiro trimestre de 2009, prejudicando assim as ações ligadas a produção de commodities – que possuem forte participação na composição do Ibovespa.

Maiores altas e perdas
Entre os principais destaques corporativos do Ibovespa, estiveram as ações da B2W (BTOW3), que despencaram pela segunda sessão consecutiva, após rumores de que a Amazon estaria em negociações para comprar a Saraiva (SLED4, -0,36%, R$ 27,90). Na sequência, aparecem os ativos da OGX Petróleo (OGXP3), com perdas de 5,92%, aos R$ 5,24, seguida pelos papéis da Cielo (CIEL3), com queda de 5,23% aos R$ 49,28. 

Já do lado positivo, as ações da JBS (JBSS3) subiram 3,59% aos R$ 6,92, seguidas pelos papéis da Suzano (SUZB5), com ganhos de 3,16%, aos R$ 5,87. As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BTOW3 B2W VAREJO ON 10,49 -8,54 +16,56 33,90M
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 5,24 -5,92 -61,53 258,70M
 CIEL3 CIELO ON 49,28 -5,23 +27,69 260,94M
 CESP6 CESP PNB 19,30 -4,46 -39,05 25,54M
 MMXM3 MMX MINER ON 4,37 -3,74 -34,48 27,39M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 JBSS3 JBS ON 6,92 +3,59 +13,82 43,01M
 SUZB5 SUZANO PAPEL PNA INT 5,87 +3,16 -12,91 24,18M
 ELET3 ELETROBRAS ON 11,93 +2,40 -27,17 28,17M
 DASA3 DASA ON 14,70 +2,08 -4,93 17,14M
 RENT3 LOCALIZA ON 34,60 +1,76 +37,06 55,43M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram: 

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN 22,50 -0,53 628,06M 46.412 
 VALE5 VALE PNA EDJ 36,15 -0,50 625,49M 24.491 
 CIEL3 CIELO ON 49,28 -5,23 260,94M 11.301 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 5,24 -5,92 258,70M 26.915 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 29,82 -0,27 230,79M 14.597 
 VALE3 VALE ON EDJ 37,40 -0,48 216,81M 11.834 
 BBDC4 BRADESCO PN 32,44 +0,75 206,98M 15.157 
 AMBV4 AMBEV PN 85,50 +1,23 155,36M 5.950 
 GGBR4 GERDAU PN 18,82 -1,47 129,12M 12.833 
 BBAS3 BRASIL ON 22,90 -0,61 127,13M 11.997 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

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Europa no radar
Os investidores também acompanharam o noticiário europeu, que conta com o início da reunião dos líderes da União Europeia para buscar ajustes nas diferenças sobre os planos de união bancária. A Grécia e Espanha devem ser discutidas paralelamente no encontro de dois dias.

No mais, o mercado repercute por lá os dados das vendas de varejo da Inglaterra, incluindo combustível, que subiram 0,6% em setembro ante agosto e 2,5% na comparação anual. Analistas previam crescimento de 0,4% e de 2,1%, respectivamente.

Ata do Copom
No campo doméstico, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) indicou nesta quinta que o processo de redução da taxa básica de juros da economia brasileira, pelo menos por enquanto, chegou ao fim. No encontro de 09 e 10 de outubro o comitê optou por reduzir a Selic para 7,25% ao ano.

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Bolsas Internacionais
As bolsas norte-americanas registraram queda nesta sessão. O destaque ficou com as ações do Google, que tiveram forte queda após a divulgação antecipada dos resultados do terceiro trimestre. O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em baixa de 1,01% e atingiu 3.073 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 0,24% a 1.457 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 0,06% a 13.549 pontos. 

Já na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou alta de 0,58% e atingiu 7.437 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 0,22% chegando a 3.535 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 0,10% a 5.917 pontos.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,20%, terminando a R$ 2,0260 na venda.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda, após a divulgação da Ata do Copom. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,43%, com baixa de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,02%, a 128,27% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 1,45%, aos 136 pontos ante 138 pontos do fechamento anterior, com baixa de quatro pontos-base.

Agenda da próxima sessão
A agenda doméstica da próxima sexta-feira (19) terá a divulgação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do segundo decênio de outubro pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Já o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelará o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15) de outubro. Esse índice é calculado segundo a mesma metodologia do IPCA, mas a coleta dos dados é feita entre os dias 15 de cada mês. Sairá ainda o Existing Home Sales, nos Estados Unidos, referente ao mês de setembro, responsável por medir as vendas de casas usadas no país. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.