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Reajuste dos planos de saúde será de até 6,7%

Nova alíquota incide sobre os 6,5 milhões de consumidores dos planos firmados a partir de 1999, que representam 12,4% da carteira total

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SÃO PAULO – A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) anunciou, nesta sexta-feira (24), que o reajuste dos convênios médicos será de até 6,76%, superior ao do ano passado, que foi de 5,48%.

A alíquota incide sobre os 6,5 milhões de consumidores dos planos individuais novos, firmados a partir de janeiro de 1999, que representam 12,4% da carteira total de clientes (52 milhões). O reajuste, que será publicado no DOU (Diário Oficial da União) da segunda-feira (27), é válido a partir de 1º de maio e será aplicado ao longo de 12 meses, devendo ser observada a data de aniversário do contrato do beneficiário.

O índice também é válido para os planos adaptados à Lei 9.656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde.

Maior desde 2006

O aumento de 2009 foi o maior registrado desde o ano de 2006, quando os planos de saúde tiveram reajuste de 8,89%, de acordo com a tabela abaixo:

Variação nos últimos anos
Ano Índice de reajuste
2000 5,42%
2001 8,71%
2002 7,69%
2003 9,27%
2004 11,75%
2005 11,69%
2006 8,89%
2007 5,76%
2008 5,48%
2009 6,76%

Fonte: ANS

Critérios

O índice máximo a ser aplicado foi determinado pela diretoria colegiada da ANS. Para calculá-lo, utiliza-se metodologia adotada desde 2001, que se baseia nos reajustes dos planos coletivos. Neste ano, também foi considerada a variação relativa à maior oferta e utilização dos procedimentos e eventos de saúde a partir da vigência de um novo rol adotado.

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O índice de 2009 foi obtido a partir de fórmula matemática composta pelo valor relativo aos reajustes dos planos coletivos, de 5,60%, e a variação do novo rol de procedimentos apurada no período, de 1,1%.

O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, relembrou que a agência reguladora, quando determinou o novo rol de procedimentos, esclareceu que avaliaria a influência dessas mudanças no setor de saúde suplementar. Ele ainda disse que o índice ficou abaixo daquele que era esperado pelas operadoras.

“O acréscimo referente à variação deve ser considerado na totalidade do benefício que o novo rol trouxe aos beneficiários. Procedimentos importantes como exames de genética e profissionais como fonoaudiólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais hoje estão incorporados à cobertura assistencial mínima. Além disso, o percentual sem esse acréscimo demonstra a estabilização do setor”, afirmou.

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De olho no boleto

Ao receber o boleto de pagamento, os beneficiários devem conferir se o índice está claramente identificado nele. Em caso de dúvidas, podem entrar em contato com a Central de Relacionamento pelo Disque ANS (0800 701 9656), pelo site na internet (www.ans.gov.br, em Fale Conosco) ou em um Núcleo Regional de Atendimento e Fiscalização (Nuraf), cujo endereço está no menu esquerdo do site, em “A ANS/Regionais de Fiscalização”.