Fed deve expandir programa de Quantitative Easing 3 na próxima reunião

Próxima reunião do Fomc, com término na quarta-feira, pode indicar expansão do QE3 para compensar término da Operação Twist no final do ano, dizem analistas

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*Atualizada às 17h48 (horário de Brasília)

SÃO PAULO – Os membros do Fomc (Federal Open Market Committee) devem discutir na reunião desta semana a possibilidade de expansão do tamanho do terceiro programa de Quantitative Easing, além de melhores formas para conduzir o mercado em medidas futuras. 

Há menos de dois dias para o desfecho da reunião, analistas consultados pelo Market Watch estimam que o Federal Reserve pode abandonar o calendário e adotar uma nova métrica para a meta de sua política monetária. Segundo eles, o Fed deve considerar a possibilidade de expandir a compra de títulos no final do ano, em compensação ao término do seu programa de Operação Twist, que vai também até o final de 2012.

Embora possa não parecer muito, o Fed pode comprar mais do que US$ 1 trilhão em títulos lastreados a hipotecas baseado nas estimativas atuais, disse o analista da Capital Economics. 

Alguns economistas, contudo, apontam que a ata da reunião, divulgada em 15 de novembro, que deve trazer alguma pista sobre o que pode vir a aparecer de novo em termos de medidas de estímulo para a última reunião do Fomc no ano, que ocorrerá na metade de dezembro. 

O Fed também pode partir para um próximo passo e manter a taxa de juro próximo a zero até uma recuperação mais forte da economia norte-americana, disseram os analistas. 

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A proposta de abandonar o calendário vai em linha com a defesa de Charles Evans, presidente do Fed de Chicago. Evans defende que o Fed vai manter a taxa de juro próxima a zero enquanto o desemprego continuar acima de 7% e a inflação não ameace ultrapassar os 3% ao ano.  

No início de setembro, o Fed anunciou o lançamento da nova rodada de compra de bônus, estendendo a série de medidas adotadas desde o início da crise financeira para tentar recuperar a recuperação econômica. O programa visava a compra de US$ 40 bilhões por mês em títulos lastreados em hipotecas, além dos US$ 45 bilhões que compra mensalmente em Treasuries de longo prazo ao mesmo tempo que vende um volume igual em títulos de curto prazo, no programa conhecido como Operação Twist e vence no final do ano.