Resumo Diário

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Registrando mais um dia volátil, em que chegou a operar com ganhos de 0,48%, o Ibovespa não conseguiu se manter em alta, tendo assim a sua terceira sessão no vermelho. Com isso, o benchmark da bolsa encerrou esta segunda-feira em queda de 0,38%, aos 58.700 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,27 bilhões.

Sem muitas referências com relação à agenda, os investidores repercutiram, no final da sessão, a notícia de que o Federal Reserve deve considerar uma expansão do programa de afrouxamento monetário – conhecido como QE3.

O mercado também seguiu atento à temporada de balanços no Brasil. O destaque da sessão ficou por conta dos números do Bradesco, que terminou o terceiro trimestre com lucro recorrente de R$ 2,893 bilhões. Este número representou uma alta de apenas 1% sobre um ano antes e também contra abril a junho de 2012, com a expansão dos empréstimos e das receitas com serviços ofuscadas por provisões para crédito na comparação anual. Deste modo, com um crescimento do lucro abaixo do esperado pelo mercado, as ações do banco registraram queda de 1,85%.

Maiores altas e quedas
O destaque da sessão ficou para os papéis preferenciais da Usiminas, com alta de 2,80% aos R$ 10,28, enquanto os ordinários, listados sob USIM3, apresentaram valorização de 2,74%, aos R$ 11,61.

Do lado oposto, figuram as ações da Cielo, com queda de 4,88% aos R$ 47,12, refletindo a notícia de que depois dos juros e das tarifas bancária, as maquininhas de cartões de crédito e débito poderão ser os próximos alvos do Governo. Na sequência, aparecem os papéis da Marfrig, OGX Petróleo e MRV Engenharia, com desvalorizações de 4,30%, 4,17% e 3,15%, nessa ordem.

Europa em destaque e fracos dados no Japão
No âmbito político, a direita do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, manteve sua maioria na Galícia, enquanto os separatistas confirmam o seu avanço no País Basco, de acordo com os resultados oficiais das duas eleições, que aconteceram no domingo. Para analistas internacionais, a vitória na Galícia é uma boa notícia para Rajoy, que pode ter mais apoio para adotar novas medidas de austeridade e, talvez, até oficializar um pedido de resgate.

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No campo econômico, destaque para a declaração do chefe antitruste da União Europeia, Joaquin Almunia, afirmando que os bancos da Espanha deverão estar totalmente capitalizados até meados de 2013. Com relação a uma maior união bancária para a zona do euro, o vice-presidente do BCE, Vitor Constancio, disse que a autoridade monetária deve ter as atribuições para regular os seis mil bancos do bloco econômico.

Único indicador de peso da agenda internacional, as exportações do Japão recuaram 10,3% no ano até setembro, a maior queda desde o terremoto do ano passado. Os dados fracos da balança comercial do país, aliados à redução de perspectivas econômicas pelo BoJ, aumentaram as expectativas de novas medidas de flexibilização na próxima reunião de política monetária, em 30 de outubro.

Agenda doméstica
Já na agenda local, as atenções se voltaram para a divulgação do Boletim Focus. O relatório, que trouxe poucos mudanças nas expectativas dos analistas na comparação com a atualização anterior, mostrou uma leve elevação na estimativa para o IPCA, de 5,44% para 2012 e 5,42% para 2013. Já o PIB e a Selic se mantiveram inalterados, em 1,54% e 7,25%, respectivamente, durante esse ano.

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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,16% terminando a R$ 2,0252 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,40%, com baixa de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de sexta-feira. 

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,10%, a 128,10% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em baixa de 0,70%, aos 141 pontos ante 142 pontos do fechamento anterior, com queda de um ponto-base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.