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Após forte alta na véspera, o Ibovespa voltou a fechar em queda no pregão desta sexta-feira. Mesmo depois de ter amenizado as perdas após a divulgação do PIB dos Estados Unidos, que superou as expectativas do mercado, a queda voltou a se intensificar no restante do pregão, fazendo com que o índice tivesse perdas de 0,97%, aos 57.276 pontos. Já no acumulado da semana, a baixa foi de 2,79%, fazendo com que o índice registrasse a maior queda semanal em quase um mês. O giro financeiro foi de R$ 5,79 bilhões.
Além dos dados norte-americanos, o mercado refletiu o movimento de algumas das principais empresas do Ibovespa. Na expectativa pelo balanço da Petrobras, as ações ordinárias da petrolífera tiveram ganhos de 1,64%, enquanto as preferenciais suburam 1,61%, para R$ 22,89 e R$ 22,10, respectivamente, ajudando a limitar as perdas do Ibovespa – já que a estatal tem uma das participações mais representativas do índice. A expectativa é que o lucro da companhia no terceiro trimestre alcance R$ 6,48 bilhões. As ações da OGX Petróleo tiveram baixa de 5,47%, aos R$ 4,49, ajudando a derrubar o índice.
Altas e baixas
Depois de OGX, o destaque ficou com os papéis da Suzano, que caíram 5,46% e atingem os R$ 5,37. Em seguida, o papel da B2W registrou forte perda, com baixa de 4,58%, aos R$ 10,00.
Dentre os maiores ganhos, estiveram as ações da Marfrig, com alta de 3,44%, aos R$ 10,51. Estiveram em destaque também as ações da Comgás, que passaram por uma sessão positiva em meio à notícia de que a a Arsesp autorizou a transferência de controle societário da companhia para a Provence Participações – empresa controlada pela Cosan. Com isso, as ações CGAS5 registraram alta de 3,19%, sendo cotadas a R$ 51,70. Já a Cosan teve ganhos em 3,03%, cotadas R$ 38,12 – a segunda maior alta do índice.
Além disso, a Grendene também esteve em destaque, após reportar um forte lucro trimestral, com alta de 43%. Com isso, as ações GRDN3 tiveram alta de 4,23%, aos R$ 15,03.
PIB norte-americano
A primeira prévia do PIB referente ao terceiro trimestre de 2012 apontou que a economia norte-americana teve avanço de 2,0% em bases anuais, ficando levemente acima das projeções dos analistas, que esperavam uma expansão de 1,9% na atividade econômica, segundo consenso do portal Briefing.com. Em relação ao trimestre anterior, o número mostra grande melhora, já que entre abril e julho a expansão do PIB dos EUA havia sido de 1,3%, revelou o Departamento do Comércio do país nesta sexta-feira.
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Mais tarde, a Universidade de Michigan anuncia a leitura final do índice de confiança do consumidor norte-americano para outubro. “O indicador aumentou quase cinco pontos para 83,1 na leitura prelimar e esperamos que a mediação final aponte um aumento mais modesto, para 81,0”, afirma relatório do Danske Bank.
Europa segue em destaque
O noticiário do Velho Continente seguiu movimentado nesta sessão. O BCE afirmou estar pronto para usar seu novo programa de compra de títulos e cabe à Espanha decidir se fará o pedido por ajuda necessário para desencadear as compras pela autoridade monetária. Além disso, o FMI elogiou os progressos feitos pelo país sobre a reforma de seu setor financeiro, mas precisa manter o ritmo enquanto mais passos precisam ser dados.
Entretanto, nem todas as notícias foram positivas para o país. A taxa de desemprego da Espanha atingiu sua máxima recorde no terceiro trimestre, com uma em cada quatro pessoas sem trabalho e a expectativa de mais demissões em 2013.
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Entre os indicadores econômicos europeus, estiveram ainda a confiança do consumidor francês, que recuou em outubro, enquanto a taxa de desemprego da Espanha subiu no terceiro trimestre. Na Alemanha, o índice de confiança do consumidor aumentou em outubro para o maior nível em cinco anos.
Agenda doméstica
Na agenda nacional, o INCC-M registrou taxa de variação de 0,24% em outubro, acima do resultado do mês anterior, de 0,21%. Às 10h30, o Banco Central publica a nota de política monetária e operações de crédito.
Já o Banco Central divulgou dados sobre concessões de crédito ao consumidor, com um valor de R$ 72,004 bilhões em setembro. Este total representa uma queda de 4%, na comparação com agosto.
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Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,06% terminando a R$ 2,0267 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em leve queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, por sua vez, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,33%, com queda de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,09%, a 127,91% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 5,56%, aos 152 pontos ante 144 pontos do fechamento anterior, com alta de oito pontos-base.