Resumo Diário

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Em mais um dia de fraca liquidez por conta da falta de negociações na bolsa norte-americana, que seguiu fechada por conta do furacão Sandy, o Ibovespa fechou em alta de 0,89%, aos 57.683 pontos – sua segunda sessão de ganhos nos últimos nove pregões. O giro financeiro da sessão nesta data foi de R$ 3,19 bilhões.

Vale ressaltar que, na próxima quarta-feira, o mercado acionário dos EUA deve voltar a funcionar, de acordo com rumores de mercado. Devido à catástrofe natural, a publicação do índice de confiança do consumidor norte-americano do Conference Board e o discurso do presidente do Federal Reserve de Nova York foram cancelados. Por aqui, um dos principais destaques do índice ficou ainda com as ações da OGX Petróleo, a 3ª empresa com maior representatividade no benchmark da bolsa, que tiveram ganhos de 3,69% e fecharam aos R$ 4,78.

Gafisa lidera ganhos e Fibria, baixa
Com o cenário externo sem muitas novidades, o mercado seguiu repercutindo o cenário corporativo nacional. As ações da Gafisa registraram forte alta de 4,57%, aos R$ 3,89; já os papéis da TIM Participações tiveram ganhos de 3,99%, em meio à expectativa pela divulgação de resultados e devido ao movimento de ajuste devido às fortes quedas observadas em 2012. Já as ações da Cielo, tiveram forte alta de 3,74%, em um movimento de recuperação e com um forte volume de negociações; enquanto isso, a petrolífera de Eike Batista teve uma forte alta de 3,69%.

Na ponta negativa, destaque para os papéis da Fibria, que devolveram os ganhos da véspera ao registrar perdas de 3,31%, aos R$ 17,50, após o BTG Pactual cortar a recomendação para os papéis da companhia.

Espanha segue preocupando
Na Europa, a situação econômica da Espanha seguiu no radar como uma das principais preocupações dos investidores. O PIB do país encolheu 0,3% no terceiro trimestre, na comparação trimestral, mas superou a expectativa do mercado. Em termos anualizados, o indicador registrou queda de 1,6%, indicando que o país continua em recessão.

Já o indicador de sentimento econômica da zona do euro voltou a cair em outubro, mas veio melhor do que o esperado. O índice recuou 0,7 pontos, para 84,5 pontos. Ainda por lá, ministros de França e da Alemanha pressionam por solução na Grécia.

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Enquanto isso, no continente asiático, o destaque ficou com o resultado da reunião de política monetária do BoJ. O banco anunciou a ampliação do programa de compra de ativos em 11 trilhões de ienes – incluindo 1 trilhão de ienes em ativos de riscos como os fundos ETF. A medida veio em linha com o esperado, mas parte dos investidores esperava uma flexibilização um pouco maior por parte do BoJ.

Cenário doméstico
Na agenda doméstica, o IGP-M desacelerou para 0,02% em outubro, contra alta de 0,97% em setembro, informou a FGV. A agenda ainda contou com a nota de política fiscal do Banco Central, que mostrou superávit primário de R$ 1,591 bilhões em setembro.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,12%, terminando a R$ 2,0310 na venda.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam quase estáveis. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, por sua vez, com vencimento em abril de 2013, registrou uma taxa de 7,11%, estável em relação ao fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,14%, a 127,93% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 1,95%, aos 157 pontos ante 154 pontos do fechamento anterior, com alta de três pontos-base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.