Preterindo Vale, Suzano e Klabin são as top picks do BofA em commodities

Analistas do banco ressaltam ceticismo com relação ao setor de mineração e siderurgia, mantendo recomendação neutra para ativos da Vale

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SÃO PAULO – Devido ao cenário de preocupação com a recuperação econômica da China, ao fiscal cliff (abismo fiscal) nos Estados Unidos – que devem impactar o desempenho das ações com maior beta – e com o valuation não muito atrativo dos papéis, o mercado segue negativo com relação ao setor de commodities brasileiro, acredita o Bank of America Merrill Lynch.

Em meio a esse ambiente, o banco ressaltou a preferência, no mercado nacional, pelo setor de papel e celulose, ressaltando as ações da Klabin (KLBN4) e Suzano (SUZB5) para as quais a recomendação é de compra, enquanto Fibria (FIBR3) segue com recomendação neutra. Por outro lado, o banco se manteve mais negativo em relação ao segmento siderúrgico e de mineração.

De acordo com os analistas do BofA, Thiago Lofiego, Felipe Hirai e Karel Luketic, o ceticismo segue bastante forte no segmento siderúrgico, embora haja a percepção de que os investidores não estão mais tão dispostos a construir tantas posições vendidas nas ações de empresas do setor. Neste cenário, a Gerdau (GGBR4) segue como a preferida do setor – tanto para investidores nacionais quanto dos EUA -, enquanto Usiminas (USIM3; USIM5) e CSN (CSNA3) não são tão bem vistas pelos analistas.

O anúncio potencial de uma segunda lista com tarifas mais altas de importação de produtos de aço parece ter impedido os investidores de montarem posições short, avaliam Lofiego, Hirai e Luketic. Entretanto, os fracos resultados trimestrais são um fator negativo a curto prazo que se sobrepõe aos positivos, avaliam.

Ceticismo continua no setor de siderurgia
Além do setor siderúrgico, as mineradoras também são vistas com ceticismo pelo mercado, avalia o BofA.  Com relação à Vale (VALE3;VALE5), as principais preocupações são referentes aos menores níveis de preços do minério de ferro, apesar da maior parte dos investidores acreditar em uma estabilização, sendo estes novos valores já precificados. Contudo, a relação entre a alocação de capital e os ativos com potencial de venda seguem no radar. 

“Apesar da percepção negativa, notamos que o sentimento dos investidores em Vale vem melhorando após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre; além disso, uma melhora da atividade econômica da China – levando o minério para o patamar de US$ 130,00 a 140,00 a tonelada devem conduzir as ações das mineradoras a um patamar superior”, afirmam os analistas.

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Papel e celulose é setor preferido
“Interessantemente, o setor de papel e celulose é o nosso preferido dentro de commodities”, afirmam os analistas do BofA, ressaltando que a participação do investidor brasileiro é maior do que nos papéis dos outros setores. Lofiego, Hirai e Luketic destacam a maior resiliência dos preços de celulose, as melhores perspectivas para o mercado interno – no caso de Klabin e Suzano – e o impulso para fortes ganhos dos papéis.

Por outro lado, os analistas ressaltam a falta de opções dentro do setor. Dentre deste quadro, os analistas reiteram Suzano e Klabin como as top picks dentro do segmento de commodities. No outro extremo, estão as ações da CSN e Usiminas, com recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado). 

Veja a recomendação do BofA para o segmento de commodities:

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Empresa Ticker Recomendação Preço-alvo Upside*
Klabin KLBN4 Overweight  R$ 13,00  +10,64%
Suzano SUZB5 Overweight  R$ 6,50  +22,87%
Fibria FIBR3  Neutra  R$ 19,00  +8,57%
Vale (ADR)**  VALE.P  Neutra  US$ 21,00  +14,88%
Vale (ADR)  VALE  Neutra  US$ 21,00  +18,91%
Gerdau GGBR4  Neutra  R$ 21,00  +16,73%
Metalúrgica Gerdau GOAU4  Neutra R$ 27,00  +17,54%
Usiminas USIM3 Venda R$ 10,50 +0,10%
Usiminas USIM5 Venda R$ 13,00 +29,35%
CSN CSNA3 Venda R$ 10,50 -8,06%

 *Com relação à cotação de fechamento de terça-feira (30)
 **ADR – American Depositary Receipts

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.