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SÃO PAULO – As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) estão entre as maiores quedas do Ibovespa por volta das 13h35 (horário de Brasília), em reflexo à reabertura da bolsa norte-americana nesta quarta-feira (31). Os papéis ordinários da companhia caem 3,14% e atingem os R$ 21,60, enquanto os preferenciais recuam 2,83% para R$ 20,92 – levando o índice a recuar 0,96%, aos 57.131 pontos.
Esse movimento atinge principalmente os ADRs (American Depositary Receipts) negociados na Nyse (New York Stock Exchange). No mesmo momento, PBR, que representa os papéis ordinários, caem 5,25%, atingindo US$ 21,23 – refletindo não só o desempenho desta sessão como de segunda e terça-feira. PBR.A – que representam os preferenciais – também cai 5,25%, para US$ 20,56. Os papéis são punidos pelos resultados publicados na sexta-feira (26), que decepcionaram o mercado.
Com a bolsa dos Estados Unidos fechada nas últimas duas sessões, os investidores norte-americanos aproveitam da reabertura para realinhar seus portfólios – tanto na venda das ações por aqui. “É natural, repercute um pouco, a bolsa esteve fechada esses últimos dois dias”, avalia Nataniel Cezimbra, analista do BBInvestimentos. A expectativa é que isso não afetasse tanto as ações da Petro, já que os papéis já estariam precificados quando a bolsa por lá abrisse.
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Ele explica que os números da companhia, em sua visão, não vieram ruins. “Quem está vendendo está com uma visão muito de curto prazo, a nossa perspectiva para a companhia é muito interessante”, afirma. As fortes quedas das últimas sessões devem deixar o papel ainda mais atrativo, na visão do analista – aumentando a possibilidade de que esse resultado que “decepcionou” os analistas, já esteja precificado ou em vias de.
“A variação cambial não afetou o resultado, houve um realinhamento de preços e a companhia se recuperou do prejuízo do segundo trimestre”, afirma Cezimbra. Assim, o resultado pode ter sido abaixo do que se previa, mas de jeito algum é ruim, ele evidencia que a companhia está mostrando algumas melhoras. “E se houver um novo reajuste dos preços, a situação fica mais favorável para a Petrobras.
Para o analista, dois pontos importantes ficaram evidentes por causa do balanço: o impacto direto por causa dos reajustes de preço e a necessidade de se fazer caixa para realizar novos investimentos – já que alguns indicadores de dívida já chegam a atingir patamares considerados elevados. A companhia tem buscado desenvolver o máximo de projetos no Brasil, e tem deixado sua divisão internacional de lado.
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Uma alternativa é a venda de ativos no exterior. “Se tiver desinvestimentos, o papel dispara! E a gente acha que essa possibilidade é grande”, afirma Cezimbra. A estatal já ressaltou que os desinvestimentos deverão continuar em 2013. Embora Cezimbra trabalhe com essa probabilidade, ele destaca que haveria de realizar ajustes positivos no preço-alvo da ação, por conta disso.