Publicidade
SÃO PAULO – Se o governo prorrogar mais uma vez o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos carros novos, o mercado vai conseguir atender o consumidor, afirmou o presidente da Fenabrave (Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos Automotores), Sérgio Reze, nesta quinta-feira (18).
No final de 2008, o governo diminuiu a cobrança do IPI de carros novos, para alavancar as vendas, que estavam prejudicadas, por conta da crise. A medida deveria durar até março, mas foi prorrogada até o dia 30 deste mês. Perto do prazo final, volta a especulação sobre se o governo vai prorrogar mais uma vez ou não.
Faltam modelos
Sobre as informações de que estão faltando unidades nas concessionárias, por conta da aproximação da data determinada para o fim do benefício, o que estaria levando muitas pessoas às compras, Reze disse que, na realidade, o que falta são modelos, já que o consumidor brasileiro costuma ser bastante exigente.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
“Os veículos têm seus modelos, e cada um desses modelos têm a sua versão. O consumidor não está chegando na concessionária e comprando o que ela tem de estoque. Quando ela não tem o produto que ele está querendo, ele encomenda o carro. Isso não é falta de produto”, afirmou o presidente da Fenabrave.
Governo
Sobre a decisão do governo de prorrogar ou não o IPI reduzido, ele disse que isso não está sendo discutido com o setor. “O governo não discute, ele simplesmente prorroga ou não. Se for prorrogar, são as regras que já estão estabelecidas”, disse.
Na dúvida, ele disse que o comportamento do consumidor tem sido o de comprar um carro novo. “Ele não vai esperar mais uma semana para ver se ele acaba perdendo o desconto ou não perdendo. Então, ele compra”.
Continua depois da publicidade
Por este motivo, ele explicou que o movimento das concessionárias está bastante forte e que junho vai ser um mês bom para o setor.