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SÃO PAULO – A renda dos brasileiros deve crescer em um ritmo menor neste ano. Em vez de uma alta na ordem de 7%, como a verificada em 2008, o que se espera é um avanço de 3,8%.
De acordo com a Tendências Consultoria Integrada, no Centro-Oeste, no Nordeste e no Norte, haverá um crescimento acima da média, dado o maior peso do governo em suas economias, o que confere a elas maior “blindagem” em relação à crise.
O cálculo da consultora para a massa de renda considera, além da renda do trabalho, os benefícios previdenciários e programas de transferência de renda, com destaque para o Bolsa Família. Enquanto o primeiro se mostra diretamente influenciado pela redução da atividade produtiva, os dois últimos são mais autônomos.
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Análise regional
No Centro-Oeste, o crescimento esperado da renda é de 7,1%, que será impulsionado pelo grande peso do funcionalismo público no mercado de trabalho. No Nordeste, a projeção de aumento de 6% é sustentada por benefícios previdenciários, que representam quase 17% da renda familiar.
No Norte, por sua vez, o crescimento deve ser de 4,7%, incentivado pelo peso relativamente elevado do Bolsa Família (1,5% da renda familiar).
No Sul e no Sudeste, onde os programas de transferência de renda não são tão relevantes para a renda total das famílias, a queda do PIB (Produto Interno Bruto) deve fazer com que o aumento da massa de renda fique abaixo da média do País. Para a primeira região, é esperada alta de 3,5% e, para a outra, de 2,3%.