Publicidade
SÃO PAULO – Analistas do Morgan Stanley e JPMorgan Chase, os maiores subscritores das ações do Facebook no IPO (Initial Public Offering), cortaram o preço-alvo dos papéis da maior rede social do mundo, com cerca de 1 bilhão de usuários ativos, o que puxou para baixo os papéis da companhia no pregão desta terça-feira (4).
Após sucessivas revisões no preço-alvo por importantes bancos de investimentos dos Estados Unidos, as ações da companhia registram nova mínima na bolsa norte-americana, Nasdaq, depois de caírem 1,82% sendo cotadas a US$ 17,72 – o que representa a perda de 53,37% do seu valor desde a abertura de capital, quando valiam US$ 38.
Scott Devitt, analista do Morgan Stanley, rebaixou o preço-alvo para os próximos 12 meses em 16%, de US$ 38 para US$ 32, e alertou que sob o pior cenário as ações podem se estabilizar em US$ 17, o que representaria desempenho praticamente neutro em relação ao pregão desta terça.
Já Doug Anmuth, analista do JPMorgan, cortou o target para o final de 2013 em 33%, indo de US$ 45 para US$ 30. Contudo, os targets das companhias ainda estão 77% e 66%, respectivamente, acima do fechamento do último pregão de sexta-feira.
Menor receita
Ambos os bancos reduziram suas projeções para a receita da companhia. O Morgan reduziu as projeções de longo prazo da receita da empresa, acreditando que os anúncios irão dminiuir no futuro e os usuários serão menos engajados. Já o JPMorgan cortou as estimativas de médio prazo, dizendo que a receita vinda de jogos irá cair mais do que o esperado.
Na última sexta, as ações da companhia também perderam força, após outros bancos de investimentos – Bank of America Merrill Lynch e BMO – cortarem o preço-alvo dos ativos em mais de 30%.