Favorecida por medida do Governo, Itaú BBA eleva recomendação de Usiminas

Empresa é a maior beneficiada por aumento nas tarifas de importação, já que 60% de suas receitas estão atreladas aos produtos

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SÃO PAULO – O aumento na tarifa de importação sobre 100 produtos, anunciado pelo Governo na noite de terça-feira (4) faz com que as ações do setor disparem e o mercado rapidamente ajuste as suas projeções sobre o setor. Os analistas Marcos Assumpção e André Pinheiro, do Itaú BBA, elevam a recomendação para as ações da Usiminas (USIM3, USIM5), agora estimada em market-perform, isso é, em linha com o comportamento do mercado.

O preço-alvo para USIM5 é de R$ 10 ao final de 2013, o que indica um potencial teórico de valorização de 23,9% sobre o último fechamento. “O anúncio de uma tarifa de importação mais elevada pode levar os investidores a reduzirem sua posição underweight ou cobrir as posições vendidas”, escrevem em relatório datado na última noite.

Segundo os analistas, a Usiminas possui 60% de sua receita exposta aos produtos que tiveram aumento nas tarifas de importação. Já as concorrentes CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4) têm 30% e 5%, respectivamente. Isso acontece porque CSN possui uma elevada exposição ao segmento de minério de ferro e a Gerdau tem uma forte presença em outros mercados, como nos EUA.

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Já a Magnesita (MAGG3) se beneficia indiretamente da medida, tendo em vista que o aumento no volume de aço produzido provavelmente aumentará a venda dos refratários no Brasil, escrevem. Entretanto, como o impacto é limitado, os analistas não elevaram suas projeções para Gerdau nem para Magnesita.

Ajuste na Usiminas: Ebitda 28% maior
Sendo assim, no momento as revisões ocorrem apenas para Usiminas, que teve sua projeção do Ebitda (geração operacional de caixa) de 2013 elevada em 28%, para R$ 1,77 bilhão.

Para a CSN, a estimativa do Ebitda continua em R$ 5,4 bilhões para o próximo ano, uma vez que a melhora nos preços realizados devem ser parcialmente compensados pela menor receita em minério de ferro. “Nós vemos pouco espaço para melhora no mix de vendas da CSN, uma vez que a companhia já está vendendo cerca de 90% de seus volumes no Brasil”, complementam.

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Por fim, apesar do Governo defender que a medida não levará a aumento de preços, Assumpção e Pinheiro acreditam que as empresas se beneficiarão no curto prazo, já que diversos descontos, como de volume e qualidade, devem ser zerados. “Adicionalmente, nós não descartamos que prêmios nos preços, atualmente entre 5% e 10% para aços planos e longos, podem aumentar dada a menor competição dos importados”, finalizam.