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Registrando a quarta alta seguida, o Ibovespa fechou com ganhos de 1,74% no pregão desta terça-feira, aos 59.422 pontos. O mercado esteve mais otimista na sessão apesar do anúncio do pacote de redução de custos de energia pelo governo federal. O índice esteve descolado das bolsas internacionais, que apresentaram altas bem mais tímidas. O giro financeiro foi de R$ 7,29 bilhões.
Além do front nacional, o mercado segue ainda na expectativa pela decisão da corte alemã sobre a legalidade do ESM, que poderá ocorrer na próxima quarta-feira, e pela reunião do Fomc, quando podem ser anunciados novos estímulos monetários.
Corte no setor de energia
Com a agenda econômica com poucos indicadores, saltou aos olhos dos investidores o detalhamento do pacote de energia elétrica feito pelo governo, que impactaram negativamente as ações do setor, mas devem trazer competividade à indústria nacional. A presidente da República, Dilma Rousseff, anunciou o corte nos custos de energia para o consumidor final e doméstico. Cabe ressaltar que as ações das elétricas vêm sofrendo nas últimas semanas, desde que começaram as especulações sobre os cortes nos preços e também devido ao sistema de renovação de concessões.
Após o anúncio de redução das tarifas de energia, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estimou uma redução entre 0,5 a 1 ponto percentual na inflação do próximo ano, levando em conta os efeitos diretos e indiretos. Mantega negou que o governo pretenda aumentar os preços dos combustíveis por conta da folga na inflação do próximo ano, afirmando que uma coisa “não tem nada a ver uma coisa com a outra”.
Entre as maiores perdas, estiveram as as ações PN da Cemig, com baixa de 10,23%, aos R$ 31,50, devido ao anúncio de redução dos custos de energia ao consumidor, além dos papéis da Cesp, da Transmissão Paulista e da Eletrobras.
Expectativas para resolução no euro
Lá fora, o mercado está de olho na reunião entre o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras e o presidente do BCE, Mario Draghi, em Frankfurt. No fim de semana, os credores internacionais do país não deram aval para o novo pacote de austeridade aprovado pelo governo local, que agora vai se reunir novamente, na quarta-feira, para tentar chegar a um acordo sobre os cortes no orçamento.
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Também no Velho Continente, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou que não aceitará um resgate que force o país a cortar mais gastos ou aumentar impostos. Na semana passada, o BCE divulgou um plano de compra de títulos baseado em condicionalidades.
Enquanto isso, a União Europeia e o FMI concordaram em afrouxar as rigorosas metas orçamentárias impostas à Portugal sob o resgate de € 78 bilhões, dando a Lisboa mais tempo para atingir as metas, afirmou o ministro das Finanças Português, Vitor Gaspar. Segundo as metas revisadas, o país pode agora registrar um déficit orçamentário de 5% do PIB.
Apesar do caminho ser de resolução na Zona do euro, a crise da dívida ainda tem um longo caminho pela frente, de acordo com o vice-diretor-gerente do FMI, Zhu Min.
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Agenda econômica
Com uma agenda sem muitos indicadores na sessão, os investidores repercutiram a desaceleração do IGP-M na primeira prévia de setembro. O índice de preços registrou alta de 0,59%, contra avanço de 1,21% na mesma leitura de agosto.
Nos EUA, o déficit na balança comercial em julho ficou ligeiramente abaixo do estimado por analistas e em linha com o registrado no mês anterior. No mês em questão, as importações do país superaram as exportações em US$ 42 bilhões, frente às projeções de analistas de US$ 44 bilhões negativos.
Fortes ganhos na sessão
A despeito da queda das ações do setor de energia, a maior parte dos ativos do Ibovespa registraram alta na sessão. Dentre os destaques, estiveram as ações da Gafisa, que lideram a valorização do Ibovespa, com alta de 13,16% aos R$ 4,47, impulsionadas pelos rumores sobre o possível IPO da Alphaville. Com bons ganhos, estiveram também os papéis da Gol,com alta de 4,65%, com rumores de que a empresa venderia seu controle para a Qatar Airways, o que foi desmentido pela companhia.
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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,30%, terminando a R$ 2,0165 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. Entretanto, o contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,31%, com alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,07%, a 128,42% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 2,42%, aos 161 pontos ante 165 pontos do fechamento anterior, com queda de quatro pontos-base.