Após elétricas, risco regulatório também contamina ações de CCR e Sabesp

Investidores temem que o Governo também atue setor de concessões rodoviárias e de saneamento
Fila de pedágio
Fila de pedágio

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SÃO PAULO – A intervenção do governo no setor elétrico brasileiro, com o corte do preço da energia, criou um nervosismo na bolsa brasileira no pregão desta quarta-feira (12). Além de derrubar a cotação de ações das próprias companhias elétricas, a medida também tem impacto sobre empresas de concessões rodoviárias e saneamento básico.

“Desde a redução do spread no setor bancário, até intervenção no setor de telefonia e de energia elétrica, o mercado vem mostrando preocupação com aumento do risco regulatório”, afirma o analista da Omar camargo, Felipe Rocha.

Por volta de 12h40 (horário de Brasília), os papéis de CCR (CCRO3) recuavam 5,21%, valendo R$ 17,11, assim como os da OHL Brasil (OHLB3), com queda de 4,06%, a R$ 18,66. No mesmo horário, os ativos de Sabesp (SBSP3, R$ 77,86, -6,51%) e Copasa (CSMG3, R$44,92, -7,09%) também figuravam na ponta vendedora do mercado. O desempenho vai na contramão da média do mercado brasileiro, já que o Ibovespa subia 0,28% no mesmo horário.

“A medida criou uma insegurança nos investidores sobre uma possível interferência mais firme do governo no setor de concessões rodoviárias”, afirma um analista que pediu para não ser identificado.

Contudo, para Felipe Rocha, a preocupação do mercado com o setor de saneamento são infundados, em especial para a companhia paulista. “Esses respingos não fazem sentido para a Sabesp, dado a regulação distinta do setor e, pelo fato, de a companhia responder por 3% de todo o consumo no Estado”, explica.