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SÃO PAULO – A redução dos preços de energia elétrica ao consumidor – anunciada na última terça-feira (11) – deve impactar a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 0,55 ponto percentual em 2013, de acordo com o Credit Suisse. Além disso, o impacto no custo de energia para a indústria deve ser de 0,37 ponto percentual, o que deve ser repassado parcialmente para o consumidor, também ajudando a conter a inflação.
Mesmo com essas perspectivas de queda, a equipe de análise econômica do banco suíço manteve a projeção de inflação para o próximo ano em 5% em função, principalmente, da grande incerteza em relação a um possível aumento no preço da gasolina. “Apesar dessa alta ser bastante provável nos próximos meses, não são claros o percentual, se essa alta ocorrerá no próximo ano e se haverá desoneração tributária a nível do consumidor para compensar a elevação dos preços na refinaria”, ponderam os analistas.
Caso ocorra, uma alta nos preços de gasolina praticamente eliminaria o efeito do aumento dos preços de combustíveis no IPCA, avaliam os economistas Nilson Teixeira, Iana Ferrão, Leonardo Fonseca, Daniel Lavarda e Tales Ravelo. Isso ocorreria caso os preços da gasolina e do diesel sejam alinhados em 2013 para patamares similares aos negociados atualmente no mercado global e não haja compensação da mesma magnitude nos impostos federais e estaduais.
Entretanto, para eles, de qualquer forma, o risco de a inflação ser inferior a 5,0% em 2013 aumentou de forma expressiva com a diminuição das tarifas de energia elétrica. Este item tem peso de 3,4% no índice e, segundo a equipe, o maior recuo deve se concentrar entre fevereiro e março.
Desse modo, com essas novas medidas tomadas pelo governo, a equipe de economistas passou a esperar estabilidade da Selic em 7,25% em 2013, avaliando que o risco de aceleração inflacionário diminuiu muito.
Efeitos indiretos
Com a redução dos preços de energia elétrica, o impacto sobre a inflação ao consumidor ocorrerá com a redução da inflação de alimentos, bens industriais e serviços, afirma a equipe. “Todos os bens de um determinado setor se beneficiariam da medida, não havendo distinção entre bens comercializáveis e não comercializáveis”.
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Entretanto, a equipe de economistas não consideram efeitos de segunda ordem, advindos dos menores custos com todos os insumos da economia resultantes da diminuição dos preços de energia elétrica.