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SÃO PAULO – Após despencarem mais de 20% no pregão da véspera, o mercado acompanha a continuidade das perdas das ações da Transmissão Paulista (TRPL4) e Cesp (CESP6) no pregão desta quinta-feira (13).
Às 11h25 (horário de Brasília) os papéis TRPL4 recuavam 2,31%, sendo negociadas a R$ 29,60. No mesmo sentido, as ações da Cesp operavam em queda de 0,70%, cotadas a R$ 19,97.
Dentre as companhias mais afetadas pelas recentes intervenções do governo o setor de energia elétrica, ambas vêm sendo citadas por analistas como as mais prejudicadas pela redução do preço da energia elétrica e pelas regras estabelecidas pela renovação das concessões de energia elétrica com vencimentos previstos a partir de 2015.
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Analistas afirmam que o resultado do processo veio muito pior do que o esperado pelo mercado e que a surpresa veio no final da última terça-feira (11), quando foram revelados detalhes sobre a abordagem do governo em relação ao fim das concessões.
Para os analistas Vinicius Canheu e Adélia Souza, do Credit Suisse, os principais pontos que ficaram aquém das expectativas foram a indicação de que os valores residuais dos ativos do setor de geração que expiram são significantemente baixos, além do fim das renovações automáticas para 20 anos e a depreciação da RBSE (Rede Básica dos Serviços Existentes).
Para eles, as ações das empresas mais expostas a esse cenário – Cesp, Eletrobras e Transmissão Paulista – podem sofrer fortes ajustes, e de fato já sofreram, com a Cesp já acumulando queda de 37,55% desde a última quinta-feira, quando o governo sinalizou a redução da tarifa de energia.
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Eletrobras e Cemig mostram recuperação
Já as ações da Eletrobras (ELET3, R$ 12,14, +3,76%; ELET6, R$ 18,14, +2,25%) e Cemig (CMIG4, R$ 25,98, +2,73%), também apontadas como as mais prejudicadas pelo plano para o setor, mostram recuperação das fortes perdas registradas na sessão anterior.
Ambas as empresas realizaram teleconferência na véspera para falar sobre os efeitos da medidas. Na ocasião, o presidente da Eletrobras, José Carvalho da Costa Neto, afirmou que a companhia deverá perceber redução das receitas com venda de energia mais barata. A empresa deverá sofrer ainda com os possíveis embates com o governo sobre a indenização que será paga aos investimentos ainda não amortizados pelas companhias.
Já em relação à teleconferência da Cemig, a empresa revelou que está preparando uma força-tarefa para sensibilizar o Congresso, o governo e órgãos reguladores para alterar a Medida Provisória do setor elétrico, uma vez que as empresas terão 30 dias para decidir se vão renovar suas concessões.
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“Vemos as declarações como positivas para a empresa e mostram o seu comprometimento com a rentabilidade de suas operações e a preservação dos interesses de seus acionistas minoritários, uma vez que sem nenhuma margem, a operação e a manutenção das concessões não seria atraente para nenhuma outra empresa”, afirma a equipe de análise da XP Investimentos.