Publicidade
Após o anúncio de um novo programa de estímulos nos Estados Unidos pelo Federal Reserve, o Ibovespa engatou um forte movimento de alta, fechando esta quinta-feira com variação positiva de 3,40%, o 3º maior avanço diário do índice no ano e sua 6ª valorização consecutiva. Terminando o dia aos 61.958 pontos, o benchmark da bolsa brasileira também conseguiu renovar sua máxima desde 2 maio de 2012, quando registrou 62.104 pontos. O giro financeiro foi bastante expressivo, totalizando R$ 11,82 bilhões.
O forte movimento de alta foi balizado pela decisão da autoridade monetária norte-americana de realizar compras de US$ 40 bilhões em títulos segurados por hipotecas nos EUA por mês. Apesar deste valor ser abaixo dos US$ 2 trilhões injetados na economia norte-americana nos dois programas anteriores, o QE3 não tem previsão de término. O Fed afirmou que irá observar atentamente a economia e só encerrará os estímulos quando a situação mostrar melhorias.
Outra referência importante na sessão foi o discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, ressaltando que a situação da economia norte-americana ainda é de fragilidade, sendo a principal preocupação o mercado de trabalho do país. Além disso, Bernanke ressaltou que a solução para a economia do país não é só através de política monetária, chamando a atenção também para evitar o abismo fiscal que vem preocupando as autoridades norte-americanas.
Siderúrgicas e imobiliárias em alta
Entre os destaques de alta desta sessão, estiveram as ações das siderúrgicas e imobiliárias. Os papéis da Usiminas lideraram os ganhos do pregão, impulsionadas pelo anúncio do Fed. Além destas, outras siderúrgicas tiveram forte alta, caso da CSN.
Assim como as siderúrgicas, as empresas de construção civil também tiveram fortes ganhos, com destaque para a Brookfield, Gafisa, Rossi Residencial, PDG Realty e MRV Engenharia.
Entre as maiores baixas, estiveram as ações da Natura, com baixa de 3,28%, aos R$ 53,10 e da Cielo, com desvalorização de 2,53%.
Continua depois da publicidade
Economia mundial a passos lentos
Apesar do otimismo da sessão, para os países emergentes, a situação da economia ainda não parece animadora tanto para os países emergentes quanto para os desenvolvidos. De acordo com a OCDE, a desaceleração nas economias emergentes China, Índia e Rússia vai persistir nos próximos trimestres, enquanto as perspectivas para a zona do euro permanecem fracas.
No Brasil, o governo federal reduziu para 2% a projeção de crescimento do PIB deste ano, afirmando ainda que a inflação está sob controle: “Com todas estas medidas, teremos inflação bem comportada no Brasil em 2013”, completou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Já no Velho Continente, o BCE afirmou que o crescimento econômico do bloco econômico deve permanecer fraco e de que “altas incertezas” estão pesando sobre a confiança. Enquanto isso, mostrando pessimismo, o instituto de pesquisa da Alemanha IfW reduziu a sua estimativa de crescimento em 2012 para a maior economia da Europa em 0,1 ponto percentual, para 0,8%, uma vez que as condições globais permanecem fracas e as empresas alemãs adiam os investimentos.
Continua depois da publicidade
Agenda de indicadores
A agenda econômica norte-americana também esteve agitada nesta sessão. O destaque ficou com a divulgação do Initial Claims, que surpreendeu ao registrar 382 mil novas solicitações, ante expectativa de 369 mil. Ainda por lá, o orçamento do governo registrou déficit de US$ 190,5 bilhões em agosto, enquanto o índice de preços ao produtor avançou 1,7% em agosto, ao passo que o Core PPI, que exclui produtos mais voláteis, como combustíveis e alimentos, subiu 0,2% no mesmo período.
No front doméstico, o destaque ficou com a Pesquisa Mensal do Comércio, apontando alta nas vendas do comércio varejista em cerca de 1,4% em julho – de acordo com o IBGE.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,40%, terminando a R$ 2,0190 na venda.
Continua depois da publicidade
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,28%, com queda de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,09%, a 128,28% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 0,65%, aos 155 pontos ante 154 pontos do fechamento anterior, com alta de um ponto-base.