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SÃO PAULO – Com “excelente” potencial de lucro, o HSBC aponta o setor de alimentos como o mais atrativo no momento, com destaque para as ações do Pão de Açúcar (PCAR4), suas preferidas nesse cenário de aumento do consumo das famílias e boa taxa de retorno, acima de 35%. A recomendação é overweight (desempenho acima da média), com preço-alvo de R$ 115,00 para os próximos 12 meses – o que implica em um potencial de valorização de 29,21% em relação ao fechamento da último sexta-feira (14).
Segundo os analistas Francisco Chevez e Manisha e Chaudhry, o Pão de Açúcar está preparado para impulsionar o crescimento das vendas em 50% e, por essa razão, é o papel preferido no setor de varejo de alimentos no Brasil. “O setor proporciona exposição a empresas líquidas e de grande porte com um excelente potencial de crescimento dos lucros, retornos elevados e risco relativamente baixos”, comentam.
Com a venda do controle da varejista brasileira, os analistas estimam que o grupo deve mostrar um crescimento mais rápido do espaço de vendas nos próximos meses. Eles ressaltam que as preocupações a respeito da transferência do controle para o Casino foram exageradas, e a saída de Abílio Diniz, ex-acionista controlador, deve ser neutra do ponto de vista das operações ou dos acionistas minoritários.
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Pontos positivos
Para eles, a companhia vai ser beneficiada pelo fato de as compras de alimentos serem menos discriminatórias do que as de outros produtos, como vestuários, o que pode servir para sustentar a receita durante momentos econômicos mais desafiadores. O espaço da venda de varejo de alimentos deve dobrar nos próximos 12 meses, e o grupo já manifestou interesse em ampliar a expansão dessa área, passando da média de 3%, verificada nos últimos dois anos, para 7%.
Outro ponto ressaltado pelos analistas é que o potencial da ViaVarejo (VVAR3) ainda não foi liberado, e assim que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) emitir sua decisão final, a Globex deve ser autorizada a dar prosseguimento à integração completa das Casas Bahia e à captação de sinergias significativas, as quais devem se traduzir em expansão de margens. “Após a decisão do Cade, as sinergias podem representar 400 pontos-base na expansão das margens da Via Varejo e multiplicar sua participação no lucro líquido”, disseram Chevez e Chaudhry.
Projeções
Diante desse cenário, eles estimam um LPA (Lucro Por Ação) de R$ 3,92 para 2012 e R$ 4,73 para 2013, o que leva a um crescimento de 42% e 21%, respectivamente.
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As comparações do segmento de produtos alimentícios no segundo trimestre apresentaram alta de apenas 4,7%, mas eles esperam uma recuperação do crescimento para 7% no terceiro e quarto trimestre, uma vez que a divisão de alimentos tem apresentado melhoria a cada mês entre junho e agosto.