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SÃO PAULO – Otimista com o crescimento acelerado das empresas de vestuário no País, o HSBC elege os papéis da Lojas Renner (LREN3) e da Arezzo (ARZZ3) como os preferidos do setor. Os analistas acreditam que a ressaca registrada no trimestre passado – quando o PIB cresceu apenas 0,4% e o comércio teve decréscimo de 0,1% em relação aos três meses antecedentes – estará superada, e que o ritmo de vendas seja turbinado com a proximidade do final do ano.
“Acreditamos que a moda está se tornando um driver mais importante das vendas do varejo no Brasil, apesar de as empresas do setor terem enfrentado cautela do consumidor neste ano”, disse a equipe de analistas, que classificou ambas ações como “overweight” (acima da média do mercado).
Segmento de calçados se mostra mais reliente do que o de vestuário
O HSBC espera que a Arezzo – que tem mostrado forte evolução da receita – continue a registrar esse vigor no próximo trimestre. “Neste período de demanda fraca, o setor de sapatos, mais uma vez, mostra ser mais resiliente do que o de vestuário, portanto cremos que as ações da companhia merecem um prêmio para suas primas do outro segmento”, avaliam.
No trimestre anterior, a empresa relatou lucro líquido de R$ 25,76 milhões, com alta de 7,2% e receita de R$ 199,46 milhões avanço de 31% em 12 meses. A equipe elevou o preço-alvo para a empresa de R$ 37 para R$ 40, o que representa um potencial de alta de 22,61% perante o último fechamento (R$ 32,61). No ano, as ações da companhia sobem 41,50%.
“Após reformas, Renner apresentará receita maior”
O time de análise explica a escolha das ações da Renner por conta da proximidade da conclusão do plano de reformas da empresa, o que deverá impulsionar as receitas dela já no próximo trimestre. A equipe disse que ficou impressionada com a maneira como a empresa conduziu sua administração durante um período de desaceleração do consumo, integrando as aquisições e ampliando seu programa de investimentos. Para este ano, a meta da Renner é a abertura de 23 lojas pelo País.
“Apesar do resfriamento, os resultados foram sólidos e indicam melhoria no potencial futuro do crescimento dos lucros”, acrescentam os analistas. Na visão deles, a empresa está bem posicionada para ganhar momento de vendas no final do ano.
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No segundo trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 103,54 milhões, queda de 8,87% frente ao que havia sido registrado no mesmo período do ano passado. O preço-alvo para as ações foi aumentado de R$ 73 para R$ 83, o que sugere uma alta de 12,44% em relação ao último fechamento, de R$ 73,82. No saldo anual, os ativos se valorizam 57,03%.
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