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SÃO PAULO – Em julho, de acordo com o INC (Índice Nacional de Confiança), divulgado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) nesta quarta-feira (12), os consumidores ainda demonstram se sentir pouco à vontade para comprar um carro ou uma casa, apesar da melhora nos indicadores.
O estudo apresentou uma alta entre aqueles que se sentem mais à vontade, assim como registrou queda entre aqueles que se sentem menos à vontade, mas ainda demonstra receio dos consumidores.
Assim, a média dos que se sentem muito menos à vontade caiu pela terceira vez no ano, ao passar de 46 pontos em junho para 44 em julho. Já a média dos que estão muito mais à vontade ficou em 29 pontos no mês passado, com alta de 5 pontos em relação ao índice da medição anterior (24 pontos).
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Compras menores
Ainda segundo o estudo, o INC dos consumidores que se mostraram muito menos à vontade para realizar compras menores, como a de um fogão ou uma geladeira, passou dos 36 pontos registrados em junho para 35 pontos no sétimo mês do ano.
Em contrapartida, a média dos brasileiros que afirmaram se sentir muito mais à vontade para comprar esse tipo de produto agora do que há seis meses teve alta de 38 para 42 pontos, entre junho e julho de 2009.
Região e classe social
Ao considerar as compras maiores, como as de um carro ou casa, a pesquisa aponta que a classe social que se mostrou mais à vontade foi a AB, com 39% das respostas, contra 30% da C e 24% da DE. A região Sul apresentou 35% da população declarando estar muito mais à vontade com as compras maiores. Norte/Centro-Oeste e Sudeste ficaram, respectivamente, com 23% e 32% cada. Na região Nordeste, o índice foi de 23%.
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No caso dos itens para a casa, como fogão e geladeira, a maior disposição também veio da classe AB, que apresentou índice de 51%. Na C, o índice é de 45% e na DE, de 36%. Por região, a Sudeste apresentou o maior percentual de pessoas muito mais à vontade para realizar este tipo de aquisição, de 48%.
Gastos com prestações
Por fim, o levantamento realizado pela Ipsos Public Affairs com mil pessoas revela que a média de gastos dos consumidores com prestações/crediários caiu 21,43% entre junho e julho de 2009, passando de R$ 85 para R$ 70.
Na comparação com julho do ano passado, quando a média de gastos com prestações/crediários era de R$ 88, também houve queda de 25,72%.