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SÃO PAULO – Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta-feira (20) revelam que a população ocupada cresceu 0,9% em julho, frente ao mês imediatamente anterior. Além disso, a massa de rendimento real efetivo da população ocupada subiu 0,9% desde a última medição.
Para o economista da MCM Consultores Associados, Antonio Madeira, ambos os resultados trazem um cenário bastante positivo para o consumidor brasileiro.
“Trabalhando mais e ganhando mais, o consumidor tem muitas vantagens. Obviamente, a primeira é a possibilidade de consumir mais. Além disso, com a renda maior, os brasileiros conseguem manter os pagamentos de suas dívidas e empréstimos em dia, fazendo com que a inadimplência não cresça, podendo até ser reduzida. Com isso, os bancos podem diminuir seus spreads – que contam com a inadimplência em suas composições. Caindo os spreads, o crédito fica mais barato… enfim, são diversas consequências positivas para os brasileiros”, explica.
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Fim da crise
Ainda de acordo com o economista, os números também são um sinal concreto de que a crise chegou mesmo ao fim.
“Estamos em um processo de retomada econômica, e os postos de trabalho são sempre a última coisa a melhorar. Isso porque primeiro aumentam as vendas, aí aumenta a produção, em seguida aumenta o número de horas trabalhadas, mas nessa etapa o empresário paga hora extra e não faz novas contratações. Quando realmente se abrem as vagas de emprego, é porque a melhora é concreta a ponto das empresas se sentirem confiantes para contratar novamente”.
Madeira afirma também que, embora não tenha havido um pronunciamento oficial, o final da crise aconteceu no terceiro mês deste ano. “A FGV (Fundação Getulio Vargas) deve anunciar em breve o término da recessão, que começou em outubro, e provavelmente acabou em março”.
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Retomada dos empregos
O economista contou ainda que o setor industrial e o de consumo foram os responsáveis pelos números favoráveis do mercado de trabalho, apresentados nesta manhã.
“O setor de consumo contratou mais porque as vendas no varejo melhoraram, em grande parte em razão da volta do crédito, da queda de juros e dos programas de incentivo do governo. Já a indústria teve forte redução dos estoques, o que estimulou a produção e, consequentemente, as contratações”, finaliza Madeira.