Bens duráveis: crédito e IPI menor elevam as vendas, mas 2009 fechará com queda

Consumidor está comprando mais móveis e eletrodomésticos, porém consultoria prevê queda de 3,2% nas vendas neste ano

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SÃO PAULO – A melhora das condições de crédito, aliada aos incentivos tributários concedidos pelo governo, fez com que o consumidor ficasse mais seguro na hora de comprar móveis e eletrodomésticos.

As considerações são da Tendências Consultoria, que prevê fechamento negativo nas vendas desses itens este ano, apesar da recuperação observada no último trimestre.

Redução do IPI também contribuiu

Em junho, além do retorno gradual de crédito, as medidas de incentivo tributário, como a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para alguns produtos da linha branca, também contribuíram para o bom desempenho do varejo e do segmento de móveis e eletrodomésticos em específico.

Porém, de acordo com a análise da entidade, a retração observada nas vendas desde o início da crise econômica foi forte a ponto de impactar o resultado do ano de maneira negativa. A consultoria prevê, dessa forma, uma queda de 3,2% nas vendas desse segmento neste ano.

No entanto, a tendência de recuperação prevista para os próximos meses se refletirá no próximo ano, que deve fechar com alta de 8% nas vendas, como prevê a consultoria.

Recuperação gradual

De acordo com a “Pesquisa Mensal do Comércio”, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o volume de vendas do comércio varejista em geral cresceu 5,6% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Sobre maio, o volume de vendas cresceu 1,7%. No acumulado dos últimos 12 meses, o volume de vendas aumentou 6,2%.

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Apesar da alta, analisando por setor, móveis e eletrodomésticos não apresentaram desempenho positivo no sexto mês do ano. As vendas desse segmento registraram queda de 1%. No entanto, a variação negativa é menor que a registrada nos meses anteriores.

Comparando com maio, quando a queda foi de 6,3%, há indicações de melhora significativa do desempenho desse segmento. A melhora foi maior, quando se compara com o desempenho de abril, cujas vendas de móveis e eletrodomésticos caíram 10%.