Grécia se torna mais competitiva, deve permanecer no euro

Para Jean-Claude Juncker, saída da Grécia seria desastrosa para os gregos e enfraqueceria a Europa como um todo

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SÃO PAULO – A competitividade da Grécia melhorou bastante, seus custos trabalhistas caíram de maneira significativa e a zona do euro deve esforçar-se para manter o país como membro, afirmou nesta terça-feira (18) o presidente do Eurogroup de ministros das Finanças, Jean-Claude Juncker.

“Não é que os programas (para a Grécia) têm sido inefetivos”, disse Juncker à televisão da Bavária. “(Uma saída grega) do euro seria desastrosa para os gregos…a Europa como um todo seria enfraquecida também.”

Alguns políticos na Alemanha e em outros locais têm sugerido publicamente que a Grécia, com uma forte carga de dívida e agora em seu quinto ano de recessão, poderia se dar melhor fora da zona do euro.

Juncker também disse que a zona do euro fará exigências “realmente duras” à Espanha sobre reformas estruturais e poupança orçamentária. Madri está sob pressão do mercado para pedir ajuda do fundo de resgate da zona do euro.

Juncker, também primeiro-ministro de Luxemburgo, disse que os planos para uma nova união bancária tinham que ser cuidadosamente preparados e, ecoando preocupações alemãs, acrescentou que é difícil visualizar como a nova entidade de supervisão pode, já de início, cuidar de todos os cerca de 6 mil bancos da zona do euro.

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